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​Fátima

D. José Cordeiro. “Somos chamados a perdoar a quem nos ofendeu e a alcançar a paz”

13 set, 2022 - 12:59 • Ana Catarina André

O arcebispo de Braga presidiu à peregrinação de 13 de setembro, em Fátima, onde sublinhou que “a Igreja é chamada a ser cada vez mais testemunha da misericórdia e da ternura".

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Dos céus, uma chuva copiosa que caiu durante toda a manhã e que para muitos peregrinos “foi uma bênção em tempos de seca”. Do altar do santuário de Fátima, as palavras de D. José Cordeiro, arcebispo de Braga, que presidiu à peregrinação internacional deste 13 de setembro, e que recordou que “somos chamados a perdoar a quem nos ofendeu e a alcançar a paz para [..] sermos felizes”.

“A misericórdia implica obras. A fé pede-nos que sejamos capazes de passar das obras de misericórdia a misericórdia das obras”, referiu o prelado que, pela primeira vez, desde que foi nomeado arcebispo de Braga, em dezembro do ano passado, preside a uma peregrinação internacional aniversária em Fátima.

Testemunha da ternura

Nesta peregrinação, que assinala a quinta aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos, e na qual participaram 34 grupos de peregrinos oriundos de 143 países, D. José Cordeiro sublinhou que “a Igreja é chamada a ser cada vez mais testemunha da misericórdia e da ternura".

"Na mudança de época que vivemos com todas as crises económicas, políticas, sociais, ecológicas e eclesiais, faz-nos bem peregrinar para ir em busca do essencial da vida", referiu na homilia.

E acrescentou: “O peregrino é alguém que caminha e espera o encontro. Por sua vez, o encontro é a essência da fé no Amor a Cristo. Por isso, também os caminhos de Fátima são apenas uma etapa no caminho da vida em Cristo".

Referindo-se ao santuário como ”espaço que com intensidade particular manifesta o sagrado”, o arcebispo de Braga afirmou que a Virgem Maria “é a primeira peregrina cristã”.

“Entre todas as criaturas, Maria é quem melhor encarna o Evangelho da misericórdia e nos impele a uma cultura da misericórdia", sublinhou.

Maria, modelo e protótipo

Na homilia, D. José Cordeiro debruçou-se ainda sobre a devoção mariana. “A piedade mariana na Igreja não é velharia de antigamente, nem algo sem atualidade nesta Igreja do terceiro milénio. Deus veio ao mundo por Maria. A Igreja vê nela o seu modelo e protótipo."

E garantiu: "A verdadeira e autêntica devoção mariana é tornamo-nos como Maria, servidora alegre do Evangelho na vida quotidiana e em nossa própria casa, onde Deus nos surpreende".

O prelado colocou ainda uma questão aos presentes: “Ao peregrinarmos aqui a Fátima, neste 105.º aniversário da quinta aparição, será que se reforçam os valores fundamentais da família, da educação para a paz, da sobriedade, da comunidade e da ecologia integral?"

Na missa desta peregrinação internacional aniversária de 13 de setembro estiveram presentes o bispo de Leiria-Fátima, D. José Ornelas, e o bispo emérito, D. António Marto.

No fim da celebração, D. José Ornelas lembrou os conflitos da atualidade. "Rezamos também pelos problemas do mundo que nos preocupam, a começar pelo problema da guerra e de todas as suas consequências de morte, destruição, de refugiados, não só na Ucrânia, mas também em Moçambique”, disse o bispo, que lamentou a morte de uma irmã missionária italiana, há uma semana, num ataque terrorista em Chipene, norte de Moçambique.

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  • Ivo Pestana
    14 set, 2022 Funchal 12:56
    Imitemos Jesus e o resto é mundanismo.

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