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D. João Lavrador. “Somos chamados a sermos arautos e construtores da paz”

13 jul, 2022 - 11:39 • Olímpia Mairos

Na Peregrinação Aniversária de julho, o bispo de Viana do Castelo implorou a “Nossa Senhora do Rosário de Fátima que abençoe todos os povos fustigados pela guerra, nomeadamente o povo irmão da Ucrânia, e nos desperte para sermos missionários da Esperança e da alegria”.

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O bispo da diocese de Viana do Castelo, D. João Lavrador, deixou, esta quarta-feira, fortes apelos à paz e ao compromisso de todos na sua edificação, durante a eucaristia que assinalou a terceira aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos, em 1917.

Na homilia da eucaristia a que presidiu, o prelado sinalizou que “como se nada tivesse mudado, de há um século até hoje, a humanidade continua a viver numa ameaça permanente de guerra, de conflito, de violência e de destruição”, alertando que “o requinte das possibilidades de destruição a que nos levou a tecnologia bélica coloca a humanidade perante a possibilidade da sua autodestruição”.

E, segundo D. João Lavrador, a paz “não é ausência de guerra; nem se reduz ao estabelecimento do equilíbrio entre as forças adversas, nem resulta duma dominação despótica”, mas assenta na justiça.

Alertando que “a paz nunca se alcança duma vez para sempre, antes deve estar constantemente a ser edificada”, o bispo de Viana do Castelo apelou à participação de todos na sua construção.

“Acompanhando os desafios que Nossa Senhora nos lançou e nesta hora nos lança a partir deste local, somos chamados a sermos arautos e construtores da paz”.

O presidente da celebração, aludindo à Palavra de Deus que foi proclamada, recordou aos fiéis que esta “convida-nos a entrarmos nos dinamismos do Povo de Deus da Primeira Aliança que na voz do Profeta Isaías reconhece a opressão do povo, o desespero, a angústia e as trevas sobre o sentido da sua existência”, mas também à experiência de comunhão e de amor.

“Todos somos chamados a edificar a paz. Se a paz exige a participação de todos os homens, os cristãos têm uma responsabilidade particular. Como afirma o Concilio Vaticano II, «todos os cristãos são, por isso, insistentemente chamados a que “praticando a verdade na caridade” (Ef. 4, 15), se unam com os homens verdadeiramente pacíficos para implorarem e edificarem a paz» (GS, 78)”, sublinhou.

Recordando que “Nossa Senhora, neste lugar, com palavras muito próprias apelou à conversão, à oração e ao sacrifício para se alcançar a paz”, D. João Lavrador sinalizou que este “forte apelo terá de ressoar hoje como apelo à conversão do coração de cada pessoa, de cada comunidade, sociedade, povo e nação; à conversão da mente e da vontade de quem tem o dever de orientar os povos pelas sendas da paz”.

“Se nos preocupa a paz a nível mundial, não é menos importante reconhecermos e atuarmos nos contextos de vida onde se move a nossa existência, na família, nos vizinhos, nas associações, nas empresas, nas escolas e universidades, na participação política e cívica. A paz é um dom e uma tarefa”.

"Renovação na educação das mentalidades e na orientação da opinião pública"

Citando a Constituição Pastoral Gaudium Et Spes (GS), sobre a Igreja no mundo atual, o bispo de Viana do Castelo afirmou que “nada aproveitarão com dedicar-se à edificação da paz, enquanto os sentimentos de hostilidade, desprezo e desconfiança, os ódios raciais e os preconceitos ideológicos dividirem os homens e os opuserem uns aos outros (GS, 82)”.

“Daqui a enorme necessidade duma renovação na educação das mentalidades e na orientação da opinião pública”, prosseguiu, acrescentando, na continuação da citação, que “aqueles que se consagram à obra de educação, sobretudo da juventude, ou que formam a opinião pública, considerem como gravíssimo dever o procurar formar as mentalidades de todos para novos sentimentos pacíficos”.

Quase a concluir a sua reflexão, o prelado lembrou que Nossa Senhora, “como Mãe, ensina os seus filhos a viverem fraternalmente, em comunhão, como verdadeira família, dissipando os obstáculos ao amor”.

“A cena da Encarnação volta-se para nós hoje com o mesmo propósito de despertar em nós o mesmo sim que leve a um verdadeiro entusiasmo missionário para que nos sintamos enviados a oferecer ao mundo de hoje, mergulhado na destruição e na guerra, o Evangelho da Esperança e da alegria”.

Afirmando que “a Deus nada é impossível”, o presidente da celebração assegurou que “também, hoje no meio de tantas perplexidades e sofrimentos, ódios e conflitos, de coração voltado para Deus, sentiremos a beleza destas estimulantes palavras: «a Deus nada é impossível»”.

“Imploro de Nossa Senhora do Rosário de Fátima que abençoe todos os povos fustigados pela guerra, nomeadamente o povo irmão da Ucrânia, e nos desperte para sermos missionários da Esperança e da alegria”, concluiu.

De acordo com os Santuário de Fátima, estiveram presentes nesta peregrinação 27 grupos de vários países, a maioria (8) só da Polónia, mas vieram também de Espanha, Irlanda, Reino Unido, Estados Unidos da América, França, Itália, Alemanha, Costa do Marfim, Brasil, Croácia, Hungria e do Vietname.


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