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​Sé de Viseu terá plataforma pioneira para mobilidade reduzida

24 jun, 2022 - 06:15 • Liliana Carona

“O projeto de acessibilidades é verdadeiramente exemplar", afirma diretora regional da Cultura do Centro.

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A Sé de Viseu vai ter uma plataforma para mobilidade reduzida “pioneira” no país. A novidade surge no âmbito do arranque das obras de requalificação da Sé Catedral. Um investimento de 1,35 milhões de euros, financiado em 85% por fundos comunitários.

A candidatura “Sé de Viseu conservação e restauro, reparações diversas e acessibilidade” foi aprovada em dezembro de 2020, mas é em junho de 2022 que se dá o arranque simbólico da empreitada.

Em declarações à Renascença, Susana Menezes, diretora regional da Cultura do Centro, destaca uma obra em particular, que vai tornar mais fácil o acesso ao templo.

“O projeto de acessibilidades é verdadeiramente exemplar, integrando de forma pioneira no nosso país exatamente a mesma solução técnica e tecnológica que foi usada na Catedral de Notre Dame, em Paris, e na Catedral de Caen”, revela Susana Menezes.

Sobre esta obra, a diretora resume que, “em causa, está a colocação de plataformas elevatórias nas duas escadarias exteriores que serão praticamente impercetíveis quando recolhidas, o que assegura um impacto visual mínimo e um absoluto respeito pelos valores patrimoniais em presença”.

A diretora regional da Cultura do Centro sublinha que “estas plataformas são as que vão permitir o acesso franco à Casa de Santa Maria e daí à Varanda dos Cónegos e ao piso superior do claustro, por elevador, assim como ao piso inferior do claustro e, deste, ao interior do templo”.

As obras de requalificação da Sé Catedral de Viseu vão contemplar duas empreitadas diferentes. Uma referente à conservação e restauro do património integrado, designadamente dos retábulos e revestimentos azulejares e outra relativa às reparações diversas e acessibilidades.

O ato simbólico de arranque das obras de requalificação, que terão a duração de 18 meses, até dezembro de 2023, decorreu no passado dia 15 de junho.

O bispo da Diocese de Viseu, D. António Luciano, aplaudiu o começo das obras, mas lançou já um desafio, com os olhos postos no futuro. “Obras não são apenas para reconstruir algo importante, mas algo único, original. Lanço o repto da esperança, que não desanimemos, e que depois destas obras, outras surjam”, afirmou.

Um investimento total de 1,35 milhões de euros, sendo 85% deste valor suportado pelo Centro 2020 e os 15% remanescentes serão suportados pelos orçamentos da Direção Regional de Cultura e da Diocese de Viseu.

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