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Parlamento aprova pesar pela morte do cónego João Seabra

09 jun, 2022 - 17:12 • Lusa

Abstenções de PCP e BE. Voto de pesar recorda João Seabra como "personalidade incontornável da sociedade portuguesa e da Igreja Católica".

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A Assembleia da República aprovou hoje, com abstenções de PCP e BE, um voto de pesar pela morte do padre João Seabra, apresentado pelo Chega, que o recorda como "personalidade incontornável da sociedade portuguesa e da Igreja Católica".

As restantes bancadas e deputados votaram a favor do voto de pesar relativo ao padre João Seabra, que morreu aos 72 anos no passado dia 3 de junho.

"João Seabra foi um homem que durante a sua vida soube sempre colocar o seu olhar no amor à verdade, não tendo por isso medo de a defender. Foi muitas vezes polémico por não ser politicamente correto. Foi um dos maiores defensores dos Direitos Humanos, defendendo a dignidade da vida humana desde a conceção até à morte natural, inspirando e apoiando muitos movimentos e associações de apoio à vida e família", refere o voto.

No texto, recorda-se o seu percurso biográfico, académico e destaca-se o "legado pastoral e testemunho de fé aliado à razão".

Nascido em Lisboa, em 1949, João Seabra licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, entrou para o Seminário dos Olivais em 1973 e estudou Teologia na Universidade Católica Portuguesa (UCP).

O cónego fez ainda a licenciatura em Direito Canónico na Universidade Pontifícia de Salamanca e o Doutoramento em Direito Canónico na Pontifícia Universidade de Roma.

Foi ordenado sacerdote a 05 de novembro de 1978, pelo cardeal D. António Ribeiro e foi ainda cónego da Sé Patriarcal de Lisboa e diretor do Instituto Superior de Direito Canónico, da UCP, onde foi também capelão. Também foi pároco em Santos-o-Velho e na igreja de Nossa Senhora da Encarnação, no Chiado.

Em 2019 foi condecorado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o Grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

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