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Papa vai ao Congo e ao Sudão do Sul encontrar deslocados e vítimas de violência

28 mai, 2022 - 13:33 • Aura Miguel

A visita ao Sudão do Sul é uma das mais desejadas por Francisco e várias vezes adiada durante o seu pontificado devido à instabilidade do país.

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O programa oficial da 37.ª visita apostólica do Papa foi hoje publicado pelo Vaticano. De 2 a 7 de julho, Francisco visita Kinshasa, a capital da República democrática do Congo e também Kikumba e Goma, na província de Nord-Kiwu, no extremo leste do País, zona endémica de Ébola, vítima de catástrofes naturais e, sobretudo, marcada por ações terroristas de violência, cujas vítimas vai encontrar pessoalmente.

A visita ao Sudão do Sul é uma das mais desejadas por Francisco e várias vezes adiada durante o seu pontificado devido à instabilidade do país. Trata-se de uma “peregrinação ecuménica de paz” porque, devido à forte presença anglicana, será realizada conjuntamente com o arcebispo de Cantuária, Justin Welby, e o moderador da Assembleia Geral da Igreja da Escócia, Iain Greenshields.

Além das habituais audiências com as autoridades, Francisco também se encontra com deslocados, num campo de acolhimento em Juba, e preside a um encontro ecuménico no Mausoléu John Garang.

Em 2019 Francisco surpreendeu o mundo ao beijar os pés dos líderes beligerantes do Sudão do Sul no final de um retiro no Vaticano e instou o Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit, e o líder da oposição, Riek Macharel, a prosseguirem com o acordo de paz. No ano seguinte, a declaração de paz foi assinada em Roma em 12 de janeiro de 2020. Nesta declaração, o Governo do Sudão do Sul e os movimentos de oposição comprometeram-se a cessar as hostilidades.

Apesar das fragilidades físicas que obrigam o Papa, neste momento, a deslocar-se em cadeira de rodas, este programa de seis dias inclui três cidades, oito discursos, três homilias e vários encontros com autoridades civis e religiosas, com jovens, com deslocados e vítimas de violência, em ambos os países.

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