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Papa agradece acolhimento de refugiados da Ucrânia

20 abr, 2022 - 11:52 • Ângela Roque

Exemplo da Polónia foi destacado por Francisco na audiência geral desta quarta-feira, no Vaticano. A catequese semanal foi dedicada aos idosos, com o Papa a alertar para a urgência de se incentivar os jovens a honrarem os mais velhos, cujo abandono “é um pecado grave”.

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O Papa agradeceu aos polacos o acolhimento que têm dado a quem foge da guerra na Ucrânia. “Estou particularmente grato pela vossa misericórdia em relação a tantos refugiados da Ucrânia que encontraram na Polónia portas abertas e corações generosos. Que Deus vos recompense pela vossa ajuda”, afirmou Francisco quando se dirigiu aos peregrinos da Polónia.

Durante a audiência pública semanal desta quarta-feira, que decorreu na Praça de São Pedro, no Vaticano, pediu ainda orações “pela paz e pelo conforto de todas as famílias” que por todo o mundo são vítimas de conflitos.

Na terça-feira o Vaticano divulgou um apelo desesperado da população de Mariupol, pedindo a abertura de corredores humanitários na cidade cercada pelo exército russo.

A carta, dirigida ao Papa Francisco, está assinada pelas “mães, esposas e filhos” dos sobreviventes e foi divulgada pelo cardeal Czerny, do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral (da Santa Sé), e que foi um dos enviados especiais do Papa à Ucrânia, desde que começou a guerra.

“Por favor, protejam os idosos”

Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre a velhice, o Papa sublinhou hoje a importância de se respeitar e reconhecer a dignidade dos mais velhos. E considerou que é urgente incentivar isso entre os jovens, porque é preciso “honrar quem nos precedeu”, não apenas pai e mãe, mas "as gerações anteriores”, a “velhice da vida”.

“Hoje, redescobrimos o termo ‘dignidade’ para indicar o valor do respeito e do cuidado da vida de qualquer pessoa. Dignidade, aqui, equivale essencialmente a honra", afirmou o Papa, lamentando que muitas vezes o tratamento que se dá aos mais velhos não tenha delicadeza nem afeto, ternura ou respeito, o que “pode até acontecer em casa, nos lares”.

“Incentivar nos jovens, mesmo indiretamente, uma atitude de suficiência - e até de desprezo - em relação à velhice, as suas fraquezas e precariedade, produz coisas horríveis, e abre caminho para excessos inimagináveis”, alertou o Papa, para quem é preciso transformar a educação dos mais novos “em relação à vida e às suas fases".

Francisco convidou os pais a aproximarem os filhos dos mais velhos, sobretudo dos que se encontram doentes. Lembrou mesmo o caso de uma idosa que conheceu num lar em Buenos Aires, que apesar de ter quatros filhos e muitos netos, já não tinha visitas há mais de seis meses, para sublinhar que “isso é descartar o idoso, é pensar que o idoso é lixo. É um pecado grave”.

“Por favor, protejam os idosos, pois eles são a presença da história, a presença da minha família, graças a eles estou aqui. Por favor, não os deixem sozinhos", pediu ainda o Papa.

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