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​A justiça "precisa de verdade, de confiança", defende o Papa

08 abr, 2022 - 15:32 • Ana Lisboa

Francisco falava por ocasião do encontro, esta sexta-feira, com membros do Conselho Superior da Magistratura italiana.

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"O povo pede justiça e a justiça precisa de verdade, de confiança, de lealdade e de pureza de propósitos: um serviço a favor da dignidade da pessoa humana e do bem comum."

Estas foram algumas das palavras do Papa durante a audiência, esta sexta-feira, no Vaticano, com os membros do Conselho Superior da Magistratura italiana.

Francisco recordou-lhes que foram chamados "para uma missão nobre e delicada", isto é, representar "o órgão que garante a autonomia e a independência dos magistrados comuns e a tarefa de administrar a jurisdição".

"Ouvir o grito dos sem voz e dos injustiçados ajuda a transformar o poder recebido num serviço a favor da dignidade da pessoa humana e do bem comum", disse Francisco.

O Santo Padre recorda que na tradição "a justiça é definida como dar a cada um o que lhe é devido" e que no decorrer da história foram estabelecidos vários modos de administrar a justiça e segundo a tradição bíblica, "o devido é reconhecer a dignidade humana como sagrada e inviolável".

Francico defendeu ainda que "nenhuma reforma política do sistema judicial pode mudar a vida de quem administra, a menos que primeiro escolham diante da sua consciência 'por quem', 'como' e 'por que' fazer justiça".

O Papa recordou Santa Catarina de Sena que alegava que "para reformar, é preciso primeiro reformar-se a si mesmo".

Depois de citar o Rei Salomão que pede a Deus para lhe dar a graça de "saber fazer justiça", Francisco lembrou que "para a Bíblia 'saber fazer justiça' é o objetivo dos que desejam governar sabiamente, enquanto o discernimento é a condição para distinguir o bem do mal".

O Papa conclui dizendo que "a credibilidade do testemunho, o amor pela justiça, a autoridade, a independência de outros poderes constituídos e um lela pluralismo de posições são os antídotos para impedir que prevaleçam as influências políticas, as ineficácias e as várias desonestidades".

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