Tempo
|
A+ / A-

D. Manuel Clemente reza com a comunidade ucraniana pelo fim de "guerra sem sentido"

06 mar, 2022 - 13:02 • Ana Catarina André

Cardeal-Patriarca de Lisboa presidiu este domingo a uma missa na Igreja de Arroios. No final, em declarações aos jornalistas, pediu negociações e o fim de uma guerra sem sentido.

A+ / A-
Foto: Patriarcado de Lisboa
Foto: Patriarcado de Lisboa
Foto: Ana Catarina André/RR
Foto: Ana Catarina André/RR

Veja também:


O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, considera que é "absolutamente necessário" parar o conflito na Ucrânia e voltar ao diálogo.

D. Manuel Clemente presidiu este domingo a uma missa com a comunidade ucraniana, na Igreja de Arroios, em Lisboa. No final, em declarações aos jornalistas, pediu negociações e o fim de uma guerra sem sentido.

“Quando as coisas não se resolvem com diálogo, quando as partes não se encontram realmente, podem-se interromper conflitos, mas eles ficam lá latentes e podem voltar outra vez.”

“É absolutamente necessário, antes de mais, que a parte militar acabe e que a parte pessoal de diálogo continue com força, porque é uma tristeza as imagens que nos chegam, as histórias que estas pessoas da Ucrânia nos contam das suas famílias, do que lá está a acontecer agora. São tão dramáticas. Porquê tanta vida estragada de ucranianos e de russos, que também estão a morrer e as famílias estão a sofrer. Não faz sentido”, sublinhou o Cardeal-Patriarca de Lisboa.

Na celebração esteve também a embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivets, que acredita que a paz é possível, mas sublinha que até agora o Exército russo não tem respeitado as tentativas de acordo.

“A crise humanitária vai aumentar e, por isso, é necessário realizar os outros passos para sentar-se e começar as negociações diplomáticas entre a Rússia e a Ucrânia para preservar a segurança no nosso país”, declarou a embaixadora no final da missa que encheu a Igreja de São Jorge de Arroios de ucranianos, mas também de portugueses que juntos rezaram pela paz.

O Papa Francisco defendeu este domingo a realização de negociações e reforça a disponibilidade da Igreja para ajudar na tentativa de alcançar a paz na Ucrânia, invadida há 11 dias pela Rússia.

Perante uma multidão de fiéis, alguns com bandeiras da Ucrânia, Francisco disse que “na Ucrânia correm rios de sangue e de lágrimas”.

“Não se trata apenas de uma operação militar, mas de guerra, que semeia morte destruição e miséria”, declarou.

A guerra na Ucrânia já provocou mais de 1,5 milhões de refugiados, revelou este domingo o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados.

Também este domingo, voltou a falhar o corredor humanitário montado para retirar civis de Mariupol.

A informação está a ser avançada por diversos meios de comunicação internacionais. Os separatistas pró-Rússia e a guarda ucraniana acusam-se mutuamente por mais este falhanço do cessar-fogo.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+