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Miranda do Douro

Mosteiro de Palaçoulo estará concluído em 2023

14 jan, 2022 - 06:06 • Olímpia Mairos

A bênção dos trabalhadores marca o arranque de uma nova fase de construção do mosteiro trapista. Um complexo religioso que as monjas esperam concluir até à Jornada Mundial da Juventude de Lisboa.

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É mais um passo que ficará para a história da vida monástica em terras de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro.

Esta sexta-feira, após a eucaristia das oito horas, na hospedaria, as dez monjas trapistas, o padre António Pires e alguns cristãos, seguem em procissão até ao local onde nascerá a Igreja Abacial do futuro Mosteiro Trapista de Santa Maria Mãe da Igreja.

É nesse local que serão abençoados os trabalhadores que vão estar envolvidos na edificação do complexo religioso.

“Achamos bem que o início da construção fique marcado por este momento de entrega ao Senhor”, conta à Renascença a superiora da comunidade monástica.

A irmã Giusy Maffini explica que, apesar de ser norma os monges e as monjas pedirem a bênção de Deus para cada trabalho e situação da vida, na linha da regra de São Bento, a construção do novo mosteiro vai exigir um “grande envolvimento e empenho de todos”, e, por isso, a obra “precisará de uma bênção especial de Deus”.

Mais para diante, quando os dias forem um pouco maiores, a pandemia estiver um pouco mais controlada e houver mais condições para convidar pessoas, será feita a colocação da primeira pedra do mosteiro.

“Faremos uma celebração para a colocação da primeira pedra, aquela de ficará debaixo do altar da igreja do mosteiro”, adianta a monja.

Já a conclusão da construção do Mosteiro de Trapista de Santa Maria Mãe da Igreja está prevista para 2023. O projeto contempla uma “igreja abacial” onde os hóspedes e as monjas trapistas podem rezar juntos.

“O acordo com a empresa, é de 20 meses, para acabar o edifício todo. Depois será necessário um pouco de tempo para o habitar, mas gostaríamos imenso que acontecesse o milagre de acabar os trabalhos antes da Jornada Mundial da Juventude”, adianta a superiora da comunidade.

Atualmente, as dez monjas trapistas, todas elas italianas, que têm o “Ora et Labora” de São Bento como regra da sua vida, vivem na hospedaria, um espaço que, depois, ficará apenas para as pessoas que querem contactar com a vida monástica.

A hospedaria foi projetada para acolher um máximo de 40 pessoas e está equipada com quartos que se prestam à hospitalidade de grupos e famílias (sala de reuniões, sala de leitura, refeitório, capela).

Para já, as monjas só tem capacidade para receber no máximo 10 pessoas, distribuídas em quatro quartos, uma vez que o restante do edifício funciona como mosteiro, mas estão disponíveis para acolher quem desejar fazer uns dias de retiro, pequenos grupos que queiram desfrutar da hospitalidade monástica ou reunir-se para momentos de descanso e recuperação espiritual.

A par da vida de oração, as monjas trapistas procuram ganhar a vida com o seu trabalho. Para além dos produtos de confeitaria, como são as compotas, bolachas e doces, também fabricam peças de artesanato, como os terços, livros e outros artigos religiosos.

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