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Cáritas brasileira lança campanha de emergência para ajudar população da Bahia e de Minas Gerais

29 dez, 2021 - 09:11 • Olímpia Mairos

A iniciativa visa angariar recursos para a compra de alimentos, água potável, roupas, fraldas infantis e adultas, artigos de higiene pessoal e de proteção contra a Covid-19.

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A Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançaram uma campanha ‘#SOS Bahia e Minas Gerais: Solidariedade que Transborda’ para ajudar as populações que foram fustigadas pelos temporais que atingiram o sul e extremo sul da Bahia, causando 21 mortos e afetando mais de 470 mil pessoas.

A iniciativa da Igreja visa angariar recursos para a compra de alimentos, água potável, roupas, fraldas infantis e adultas, artigos de higiene pessoal e de proteção contra a Covid-19.

De acordo com o Governador do Estado da Bahia, as chuvas deixaram um cenário “de guerra”.

As pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas devido às inundações e aos riscos de deslizamentos de terra e de desabamentos. Estabelecimentos comerciais, postos de saúde e escolas também ficaram submersos pela água.

Além de provocar inundações e deslizamentos de terra, as chuvas causaram o rompimento de duas barragens em Apuarema e danos às vias de acesso de algumas cidades, como Eunápolis e Itabela.

“Frente a essa triste situação, agravada pela pandemia de Covid-19 que ainda se vive, a rede Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) intensificam as mobilizações através da campanha #SOS Bahia e Minas Gerais: Solidariedade que Transborda”, lê-se na nota publicada pelos bispos do Brasil.

Segundo a Cáritas Brasileira, as populações do sul, extremo sul e Vale do Jiquiricá no centro-sul da Bahia e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais precisam de apoio, contabilizando 116 municípios afetados pelas chuvas, tendo 100 decretado situação de emergência.

De acordo com dados da Defesa Civil, em Minas Gerais, devido às chuvas intensas que atingem o estado desde setembro, 9.500 pessoas tiveram que encontrar alojamento junto de amigos e familiares, enquanto 2.000 famílias foram acolhidas por entidades públicas.

Na Bahia, desde 6 de dezembro, mais de 8.000 pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas e muitas delas ainda aguardam resgate.

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