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Setúbal

D. José Ornelas. Natal é convite a sermos “jardineiros da vida”

22 dez, 2021 - 18:41 • Rosário Silva

Na sua mensagem natalícia, o bispo de Setúbal assinala que “o Natal não ignora nem esconde as situações de sombra, de sofrimento e de desconforto, de injustiça e violência”, mas “insere-se no meio delas, para abrir caminhos e criar atitudes de regeneração, de reconstrução e de futuro renovado”.

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Com a situação pandémica no horizonte, o bispo de Setúbal lembra que o Natal é, simultaneamente, um convite e um ensinamento.

“O Natal convida-nos e ensina-nos a sermos jardineiros da vida, da felicidade, da esperança, da fraternidade solidária, de um futuro melhor para todos, a partir da situação e das medidas incómodas em que nos encontramos”, escreve D. José Ornelas na sua mensagem de Natal.

“Cuidar do Sonho de Deus” é o titulo da reflexão que chega à diocese sadina, nesta caminhada para o Natal.

É feita, pela segunda vez, em ambiente de pandemia, condicionando “a vida em todo o mundo, e que afeta a todos, na saúde e nas relações afetivas, sociais e económicas”, forçando “a redobrados cuidados e mesmo a renúncias sérias, a fim de garantir o que é essencial para a vida e para o futuro”, lembra o prelado.

Um tempo que, por outro lado, faz-se acompanhar, refere, “pela palavra dos profetas e do Evangelho, que semeiam em nós o sentido da esperança e da alegria, no caminho para um possível amanhã melhor, que o Natal anuncia”.

Para D. José Ornelas, são duas dimensões que “não se contradizem”, mas “antes se completam, para transmitir o verdadeiro sentido do Natal”.

Seja o anúncio dos profetas ou o Natal de Jesus que é celebrado, lê-se na mensagem, “falam de luz que ilumina os que vivem nas trevas, de alegria que brota no meio da tristeza e do luto, de ruínas que são reconstruídas, de caminho árduo e esperançoso para um futuro de justiça, de solidariedade, de vida e de paz duradouras”.

O bispo de Setúbal assinala ainda que “o Natal não ignora nem esconde as situações de sombra, de sofrimento e de desconforto, de injustiça e violência”, mas “insere-se no meio delas, para abrir caminhos e criar atitudes de regeneração, de reconstrução e de futuro renovado”.

Aos diocesanos, D. José recorda que “não existe um mundo ideal e perfeito nesta terra”, contudo “é-nos dada a possibilidade de renovar e melhorar, para nós e para todos, a família que é o nosso berço de vida, de carinho e de crescimento, a Igreja a que fomos chamados, a sociedade que formamos juntos, o mundo que Deus nos deu”.

“Esse é o sonho de Deus, que Ele nos confia, ao entregar-nos o Menino, seu Filho, que vem para cuidar de nós, mas que começa por pedir para cuidarmos d’Ele”.

“Caminho do Natal” é cuidar dos frágeis

Cuidar do Menino, “que traz consigo o dom e o sonho de Deus para uma nova humanidade” é, de acordo com esta reflexão natalícia, aprendermos o fundamental do ser humano.

“É o de continuar a encarnar e a tornar possível esse projeto nesta terra”, abrindo-se “aos horizontes de um futuro que vai para além daquele que podemos imaginar e construir sozinhos”, perpetuamente “determinado e limitado pela nossa fragilidade”, alude.

Assegurar o futuro, “o caminho do Natal”, passa por cuidar “daquilo e daqueles” que são frágeis.

“Acolher, cuidar, consolar, amparar, ajudar a desenvolver-se, a crescer livre e feliz, diante de Deus, neste mundo que Ele ama, abrindo-se à plenitude da vida que nos revela”, exemplifica, é o que dá “significado e a expressão autêntica do Natal”.

Em síntese, diz D. José Ornelas, essa foi também “a missão de José e Maria, os pais de Jesus”, uma missão que tem continuidade “em cada mãe e em cada pai, mas igualmente em todas e todos os que entendem o projeto de Deus, que o Natal revela”.

E, como os pais de Jesus, acrescenta o bispo, “somos convidados a adaptar os nossos planos e perspetivas ao momento que enfrentamos”.

Só assim, é possível “dar solidez e força à esperança, acolhendo e cuidando com alegria, no meio da noite, d’Aquele que é aurora de novos dias e luz de novos caminhos para o futuro anunciado em Belém, que diz: “Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens que Ele ama!”.

A mensagem do bispo de Setúbal termina com votos de “ternura e a força, a alegria e a esperança, do Natal do Senhor!”

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