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Uma preguiça em vez de uma ovelha? Viseu recebe presépios de todo o mundo

21 nov, 2021 - 14:39 • Liliana Carona

São mais 400 os presépios que podem ser vistos até ao dia 19 de dezembro no Seminário das Missões. “Gosto muito deste do Equador”, diz o padre Manuel Machado, missionário Comboniano.

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Há uma preguiça nos mais de 400 presépios expostos em Viseu, vindos dos quatro cantos do mundo. “São muitos, não são? No ano passado não conseguimos ter visitantes por causa da pandemia e o objetivo é conseguirmos donativos”, conta à Renascença o padre Manuel Machado, 64 anos.

Este missionário Comboniano explica que os donativos serão canalizados “para um hospital no Sul do Sudão, na cidade de Wau, onde temos uma irmã a trabalhar para ajudar 60 crianças e jovens diabéticos ou epiléticos com medicamentos e assistência”.

Por isso, apela à visita e à ajuda, porque o objetivo vai muito além de expor.

Mas como chegaram tantos presépios a Viseu? “Pertencem a missionários ou a pessoas que viajam e me disponibilizam para a exposição, para que possamos mostrar as culturas na sua diversidade”, revela, pegando no seu preferido: “Gosto muito deste do Equador, que expressa o que é essencial no Equador, com a roupa tradicional”, sorri.

Quem visitar a exposição pode também adquirir produtos artesanais, como licores ou doces caseiros.

A exposição está patente até ao dia 19 de dezembro.

Planos para o Seminário

Foi em 2019 que o padre Manuel Machado chegou a Viseu, depois de 30 anos em Macau. Dirige o Seminário das Missões de Viseu, que vai assinalar 75 anos de existência em 2022 e foi a primeira casa dos missionários Combonianos em Portugal.

“Temos 14 missionários com uma certa idade, e agora cuidamos deles para que tenham uma certa qualidade de vida, além de ajudarmos as paróquias em volta”, conclui o sacerdote, lamentando que “não haja gente mais nova”.

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