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Hino da Jornada Mundial da Juventude com versão em chinês

15 jul, 2021 - 16:20 • Lusa

A versão chinesa do hino oficial da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 (JMJ2023), "Há Pressa no Ar", foi lançada esta semana, num projeto que envolveu a comunidade católica chinesa em Portugal e a diocese de Xi"na, na China.

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A versão chinesa do hino oficial da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 (JMJ2023), "Há Pressa no Ar", foi lançada esta semana, num projeto que envolveu a comunidade católica chinesa em Portugal e a diocese de Xi"na, na China.

Segundo informação divulgada hoje pelo gabinete de imprensa da JMJ2023, "esta versão do hino surge como meio de divulgação e de motivação para a participação das comunidades católicas chinesas no evento que acontecerá na capital portuguesa, em 2023".

O projeto envolveu mais de 20 jovens, tanto presentes na comunidade em Portugal, como na China, tendo a gravação decorrido na diocese de Xi"an, envolvendo o Coro Inglês de Xi"an Agios e o Coro Xi"an Seraphim.

A comunidade católica chinesa em Portugal "espera assim ajudar os jovens da Igreja Chinesa a participar melhor" na JMJ 2023, "contribuindo para que esta seja um lugar de encontro, fraternidade e comunhão entre todos e para todos", acrescenta uma nota sobre a iniciativa.

Já em junho foi lançada a versão latina da canção, produzida pela organização da anterior JMJ que teve lugar no Panamá, em 2019.

A Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, para a qual são esperados mais de um milhão de jovens de todo o mundo, decorrerá nos terrenos da margem do rio Tejo, ao norte do Parque das Nações, e deverá ser encerrada pelo Papa.

Inicialmente prevista para o verão de 2022, a iniciativa foi adiada um ano, devido à pandemia de covid-19.

Entretanto, em Angola, continua a decorrer a peregrinação que os símbolos da JMJ realizam por diversas dioceses daquele país lusófono até 17 de agosto.


Os símbolos - a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani -- chegaram a Luanda no dia 08 e, até dia 17, passarão pelas dioceses do Sumbe, Benguela, Huambo, Viana e Caxito.

Além dos arcebispos de Luanda e do Huambo, Filomeno Dias e Zeferino Zeca Martins, respetivamente, têm cerimónias previstas no âmbito desta peregrinação os bispos Belmiro Chissengueti (Cabinda), Luzizila Kila (Sumbe), António Jaca (Benguela), Emílio Sumbelelo (Viana) e Maurício Agostinho Camuto (Caxito).

Após a peregrinação por Angola, e antes de visitarem todas as dioceses portuguesas, os símbolos viajarão até Espanha (meses de setembro e outubro deste ano) e Polónia (em data ainda não anunciada).

Em 2022, entre os dias 04 e 07 agosto, a cruz e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani voltarão a Espanha, para a Peregrinação Europeia de Jovens, em Santiago de Compostela. .

Tradicionalmente, nos meses que antecedem cada JMJ, "os símbolos partem em peregrinação para serem anunciadores do Evangelho e acompanharem os jovens, de forma especial, nas realidades em que vivem", acrescenta uma nota sobre a iniciativa.

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou a quase 90 países.

"Foi transportada a pé, de barco e até por meios pouco comuns como trenós, gruas ou tratores. Passou pela selva, visitou igrejas, centros de detenção juvenis, prisões, escolas, universidades, hospitais, monumentos e centros comerciais. No percurso enfrentou muitos obstáculos: desde greves aéreas a dificuldades de transporte, como a impossibilidade de viajar por não caber em nenhum dos aviões disponíveis", informa a mesma nota.

Que acrescenta que a Cruz peregrina "em 1985 esteve em Praga, na atual República Checa, na altura em que a Europa estava dividida pela cortina de ferro, e foi aí sinal de comunhão com o Papa. Pouco depois do 11 de setembro de 2001, viajou até ao Ground Zero, em Nova Iorque, onde ocorreram os ataques terroristas que vitimaram quase 3.000 pessoas. Passou também pelo Ruanda, em 2006, depois de o país ter sido assolado pela guerra civil".

Já o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços, tem 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, e está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália.

"É antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica", acrescenta um documento divulgado pelo gabinete de imprensa da JMJ2023.

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  • Ivo Pestana
    15 jul, 2021 Funchal 20:10
    E a Covid-19?

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