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Fátima

D. José Tolentino foi a pé a Fátima “para sentir o que sentem todos os peregrinos”

12 mai, 2021 - 19:48 • Aura Miguel com redação

A pandemia marca novamente a peregrinação de maio, em que se recordam os 40 anos do atentado que sofreu João Paulo II na Praça de São Pedro.

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Pelo segundo ano consecutivo, a pandemia marca as celebrações de Fátima mas “esta crise pode ajudar a reconstruir a esperança, porque levanta as perguntas essenciais sobre o destino do homem”, disse esta quarta-feira o Cardeal Tolentino.

Na conferencia de imprensa que antecedeu o início da peregrinação, D. José Tolentino de Mendonça considerou que “os santuários são lugares de procura espiritual e, por isso, portadores de esperança para o mundo contemporâneo”, e ele próprio deu o exemplo, ao vir a pé a Fátima esta manhã.

"Eu quis vir a Fátima como peregrino, e de facto com algumas famílias amigas, esta manhã, da zona de Porto de Mós, também eu me pus a caminho a pé e foi assim que cheguei a Fátima mais uma vez, porque quis sentir aquilo que sentem todos os peregrinos", disse.

Para o cardeal Tolentino a força de Fátima é incontornável e, em tempo de crise e pandemia, pode reconstruir a esperança.

"Essa força de Fátima é alguma coisa que neste tempo de pandemia precisamos de redescobrir. Nas palavras que vou dirigir, tanto na homilia de hoje como na de amanhã, é impossível não ter presente a situação de pandemia e os desafios que são colocados", explicou.

Estas celebrações de 2021 serão ainda marcadas por dois aniversários importantes: os 40 anos do atentado a João Paulo II e os 745 anos da coroação da Imagem de Nossa Senhora.

A bala que quase matou João Paulo II em 1981 encontra-se precisamente na coroa da imagem de Nossa Senhora em Fátima e o Papa polaco sempre atribuiu à Virgem o facto de ter sobrevivido ao atentado.

Papa. Não fazia sentido ir a Portugal sem ir a Fátima

Na mesma conferência de imprensa, o cardeal D. António Marto valorizou “o comportamento exemplar dos peregrinos” face às restrições impostas pela pandemia e revelou ter especialmente presente, nas celebrações deste 12 e 13 de maio, tantas dificuldades e sofrimentos que afetam muita gente, no país e no mundo.

O bispo de Leiria-Fátima espera que se concretize o acesso universal das vacinas, considerando-o como um “bem comum universal” e revelou alguns detalhes da conversa que teve recentemente com o Papa sobre a próxima Jornada Mundial da Juventude.

“Não faria sentido ir a Portugal sem ir a Fátima”, terá dito Francisco a D. António Marto, sobre a importância de Fátima para os jovens, repetindo o que já tinha dito em entrevista à Renascença e à Agência Ecclesia.

Questionado sobre as celebrações de ontem relacionadas com o título do Sporting, D. António Marto admitiu que há fenómenos de “psicologia de massa”, em que as pessoas “como que perdem o sentido da sua responsabilidade”, mas, ao contrário do que aí aconteceu, “aqui não é preciso trazer os corpos da Polícia, da GNR, porque à partida, confiamos na responsabilidade das pessoas”, observou.

[Notícia atualizada às 21h51]

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