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Serviço Jesuíta aos Refugiados lança petição para que imigrantes "possam vir trabalhar”

12 mar, 2021 - 12:35 • Manuela Pires

Petição já está online e vai recolher assinaturas durante dois meses. Já foram também contactados alguns deputados. Faz hoje um ano que o ucraniano Ihor Homenyuk morreu no aeroporto de Lisboa.

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O Serviço Jesuíta aos Refugiados lança, nesta sexta-feira, uma petição pública onde pede a alteração à lei para pôr fim à prisão de migrantes. Segundo esta organização católica, não faz qualquer sentido deter imigrantes que querem apenas vir para trabalhar.

“A lei prevê que as pessoas sejam presas por estas razões, por apenas quererem procurar trabalho”, afirma Felipe Doutel, do Serviço Jesuíta aos Refugiados, à Renascença.

“Em primeiro lugar, a lei não deve prever essa hipótese e deve, até antes disto tudo e além disto, oferecer às pessoas um meio regular para que as pessoas venham já com visto de trabalho e isto não seja sequer uma questão, defende.

Por outro lado, enquanto “for uma questão, não há necessidade de prender estas pessoas”, acrescenta.

A petição é lançada no dia em que se assinala um ano da morte do ucraniano Ihor Homenyuk no aeroporto de Lisboa, depois de ter sido detido pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Felipe Doutel conta à Renascença que já contactou os deputados para lhes falar sobre esta petição e que vai agora recolher assinaturas durante dois meses.

“Independentemente do número de assinaturas que recolhermos, se [os deputados] entenderem que a questão é meritória, qualquer um deles pode propor que o assunto vá a plenário e seja discutido”, considera.

A petição já está online e pede o fim da prisão do migrantes.

Comentários
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  • Ivo Pestana
    13 mar, 2021 Madeira 13:14
    Quando se vê o problema demográfico, o interior sem ninguém, aldeias com 3 pessoas, a saída é receber estas pessoas com conta, peso e medida. Todos temos direito a uma oportunidade, rumo à felicidade. Saúde para todos.
  • Rui Paulo
    13 mar, 2021 Gondomar 10:48
    É na verdade uma boa maneira de fomentar a exploração laboral e os crimes de tráfico de pessoas para exploração laboral, há que apoiar a medida e a assinar a petição! Das duas uma, ou não entendem que a necessidade de um visto para trabalhar destina-se a evitar aquele tipo de exploração ou estamos com uma cegueira ideológica de tal maneira grande que não permite analisar o problema com uma análise diferente da deles. Os vistos demoram a ser emitidos? É verdade, mas quando um imigrante traz um no seu passaporte,, tem menos probabilidade de ser explorado ou coagido pelo empregador, com a falsa pretensão de o denunciar às autoridades por estar em situação irregular! Será uma visão estratégica para se manterem a receber chorudos apoios do Estado, pois a existência de imigrantes em situação irregular, refugiados e requerentes de proteção internacional justifica a existência de uma congregação como a dos jesuítas? Com uma taxa de desemprego tão grande e a subir em Portugal , fico com dúvidas como é que estes cidadãos ficam integrados no mercado de trabalho e na sociedade... fomentamos uma percentagem grande de indigentes e de estrangeiros residentes em Portugal e a trabalhar nos outros países europeus, com todas as consequências legais disso mesmo: basta ler a legislação europeia a que Portugal também está vinculado.

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