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Papa à Cimeira mundial do clima: chegou a hora de mudar de rumo

12 dez, 2020 - 19:44 • Aura Miguel

Para o Papa, há medidas “que não podem mais ser adiadas” e aposta numa “estratégia que reduza as emissões líquidas a zero (net-zero emission)”. A Santa Sé promete actuar em duas frentes: reduzir as emissões líquidas antes de 2050 e promover uma educação para a ecologia integral.

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O Papa Francisco participou este sábado, de forma virtual, na Cimeira para Ambição Climática, organizada on-lino para assinalar o quinto aniversário do Acordo de Paris. O evento, promovido pela França, Reino Unido e a ONU, em colaboração do Chile e da Itália, juntou os Estados signatários, convidados a apresentar planos ambientais atualizados face ao aquecimento global.

Na mensagem vídeo, o Papa afirmou que a atual pandemia e as mudanças climáticas têm um significado “não apenas ambiental, mas ético, social, económico e político”, que afetam, “acima de tudo, a vida dos mais pobres e frágeis”. Por essa razão, Francisco considera urgente promover “uma cultura do cuidado da criação“, através de “um compromisso coletivo e solidário, uma cultura do cuidado que coloque ao centro a dignidade humana e o bem comum.”
Para o Papa, há medidas “que não podem mais ser adiadas” e aposta numa “estratégia que reduza as emissões líquidas a zero (net-zero emission)”. A Santa Sé promete actuar em duas frentes: reduzir as emissões líquidas antes de 2050 e promover uma educação para a ecologia integral.
“As medidas políticas e técnicas devem ser combinadas com um processo educacional que favoreça um modelo cultural de desenvolvimento e sustentabilidade centrado na fraternidade e na aliança entre o ser humano e o meio ambiente”, disse o Papa. “Chegou a hora de uma mudança de rumo. Não roubemos das novas gerações de esperança em um futuro melhor.”
Esta cimeira acontece antes da COP 26, a grande conferência das Nações Unidas sobre o clima prevista para novembro de 2021 em Glasgow, na Escócia.
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  • Desabafo Assim
    13 dez, 2020 BAGUIM DO MONTE 12:49
    Manipulação dos limpinhos, procuram por na boca do Papa coisas que ele nunca disse, nunca disse que mais importante que a defesa do pobre e da viúva é a defesa do clima, enganadores, iludidos. Assim se comporta a velha Europa ao impor fardos às suas filhas desprezando o agravamento das condições de vida de certas populações acarinhadas com carvão no seu ventre, fundamentalistas cruéis. Pois a Europa que sonhou o Homem do seculo XX está moribunda ao ponto de se ter de desagregar pois o sonho dos que já morreram era dar melhores condições de vida às suas populações e agora rivalizam entre elas como crianças numa praça. Pois como não conseguem ver que não podem desprezar nem uma dessas famílias? Pois devemos zelar pelo clima, é certo e não poderia ser de outra forma, mas não podemos impor fardos que não nos carregam aos outros que dele necessitam como de pão para a boca, todos têm que lutar contra a miséria, a carência básica, o abandono e depois disso preservar o clima, lutando contra a imundice. A presidência portuguesa tem de acarinhar com todas as suas forças as famílias desprezadas, não se pode deixar corromper com as palmadinhas nas costas que temos visto nos meios de comunicação, ser lúcida, honrar os nossos egrégios avós e ver que ao não estarmos no grupo dos que necessitam manipular o carvão como fonte de subsistência não invalidada ver que outros o não POSSAM FAZER, pois tal como o Vaticano deveremos evitar a poluição para que esses, que amamos, possam sobreviver.

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