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Crónica

​Jornada Mundial da Juventude começa agora

31 jul, 2016 - 15:22 • Olímpia Mairos

Jovens respondem ao desafio do Papa e assumem ser protagonistas da história.

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Parece um paradoxo, mas não é! A jornada mundial da juventude inicia-se agora, na vida de cada jovem que viveu o evento mundial em Cracóvia.

Vieram para se encontrar com Jesus e com jovens de todo o mundo. E o encontro para a grande maioria aconteceu!

Na mochila, onde traziam muitas expectativas, levam agora desafios e compromissos.

Como dizia o Papa: "Deus surpreende sempre". E, em Cracóvia, surpreendeu, sem dúvida, milhares de jovens.

Vimos rostos a transbordar de felicidade, à saída do sacramento da reconciliação, jovens em oração, jovens que fizeram companhia, durante toda a noite, ao Santíssimo Sacramento, jovens a verbalizarem o desejo de serem construtores da casa comum em chave de misericórdia.

O mundo pode contar com estes jovens! Mais agora, depois da chuva que a todos encharcou.

É caso para dizer: JMJ molhada, missão abençoada!

Com a roupa que secou no próprio corpo, aí vão os jovens, fazendo caminho em direcção à próxima JMJ, no Panamá.

JMJ em primeira pessoa

Foi uma experiência indescritível. Com a mochila às costas, com o indispensavelmente necessário - à volta de quatro quilos, palmilhei 140 Km a pé e percorri 400 km de comboio, para partilhar a JMJ 2016 na Renascença.

Acordar cedo, descansar tarde e pouco era a praxe diária. Correr, aguardar horas em filas, com centenas de pessoas à frente para entrar nos espaços dos eventos, nos santuários, nas Igrejas, nos transportes e para comer, foi o cinzel que me perfilou a tolerância, a compreensão, a entreajuda. E sempre em modo de ‘rotina quebrada’, não havia horas para alimentar as forças. Dormir no chão, abrigada ou ao relento e com banho em água gelada foi desmontar o registo de conforto a que naturalmente estamos habituados.

Fiz vida de peregrina. Experimentei dificuldades e barreiras, ultrapassadas em comunidade. Vivi a alegria de ser Igreja viva, em permanente peregrinação. Emocionámo-nos, vibrámos, rezámos, cantámos, sorrimos, construímos pontes... Partilhámos a vida, confidências e metas... Construímos a verdadeira família de Jesus.

Fica a gratidão aos 44 jovens das dioceses da Guarda, Viseu e Setúbal. Acolheram-me na intimidade do seu grupo e permitiram que, com e como eles, percorresse este itinerário também espiritual.

No final da JMJ estamos diferentes, outros, talvez! As nossas vidas foram salpicadas e embebidas na misericórdia de Deus, na misericórdia que nos recriou a partir daquilo que lhe oferecemos.

Fervem as emoções, muitas emoções, na certeza da necessidade de nos deixarmos "tocar" e sairmos do conforto do "sofá", já que “a paralisia faz-nos perder o gosto de desfrutar do encontro, da amizade, o gosto de sonhar juntos, de caminhar com os outros”.

“Deixar a marca na vida, uma marca que determine a história”, a história pessoal e a história de muitos, é o compromisso assumido. Ser "protagonistas da história" é a missão carinhosamente acolhida das mãos do Papa Francisco, neste, que para muitos, foi “o dia mais importante” das suas vidas.

Regresso a Portugal transformada, tocada, espiritualmente revigorada. Nesta tarefa-missão confiada, descobri que ser jornalista é também ser um eterno peregrino ao serviço da Feliz Notícia semeada em qualquer canto do mundo.

A Renascença acompanha peregrinos na Jornada Mundial da Juventude a convite da Sacro Viagens.

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