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Emanuel Calçada

Remarcação do Estoril-Porto não impede processo paralelo que pode ditar derrota dos canarinhos

16 jan, 2018 - 13:19

Emanuel Calçada, especialista em direito desportivo, considera que "o mais razoável" será a realização da segunda parte do jogo, em data acordada pelos clubes.

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O acordo entre Estoril e FC Porto para a remarcação da segunda parte do jogo interrompido ao intervalo, devido a falta de condições de segurança, não impede que a Liga faça correr um processo paralelo para avaliar o grau de responsabilidade dos canarinhos e, por consequência, o clube poder ser punido com derrota.

Esse cenário não é lógico para Emanuel Calçada, especialista em direito desportivo, mas é admitido como possibilidade. "Nada impede qu,e independentemente de haver acordo [para a realização da segunda parte], corra, ao mesmo tempo, um processo para averiguar se o clube em causa [Estoril] negligenciou, contribuiu [para o que aconteceu] ou poderia ter feito algo para que isto não tivesse acontecido. Essa hipótese deve ser admitida", afirma Emanuel Calçada, em entrevista à Renascença.

O especialista em direito desportivo acrescenta, todavia, que, no seu entender, essa possibilidade, a do Estoril ser sancionado com derrota, após a remarcação do jogo não lhe parece lógica. "O mais razoável será segunda parte do jogo ser disputada", observa.

O jogo entre Estoril e FC Porto foi interrompido ao intervalo, devido a problemas de segurança numa das bancadas. O artigo 94 do Regulamento Disciplinar prevê a possibilidade do Estoril ser punido com a sanção de derrota, caso sejam imputadas ao clube responsabilidades pelo incidente.

Comentários
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  • anonimo
    17 jan, 2018 Porto 01:06
    Para o sr. Espertalhos só lhe digo que devia ter vergonha e um bocado de respeito pelos outros clubes, pois em todos os clubes a gente para tudo, pois situações destas podem acontecer nos outros estádios
  • VMSC
    16 jan, 2018 Porto 22:25
    Se fosse ao contrário estava meio Portugal a pedir para se aplicar o artigo 94. lol
  • O ze
    16 jan, 2018 lx 21:06
    que conveniente Então e se os adeptos invadiram o campo para forçar a paragem sob pretexto do abatimento. Até agora os engenheiros não conseguiram validar essa informação. Mais conheço o local, e assim como outros as bancadas vibram e muito com os saltos dos adeptos, mais aquela banada e sempre destinada às claques,
  • José Silva
    16 jan, 2018 Paço de Arcos 20:21
    E também nada obsta que haja um processo paralelo contra o Porto, pois pode concluir-se que o incidente se deveu a acção humana e ali só havia adeptos do Porto.
  • alberto sousa
    16 jan, 2018 portugal 19:09
    O correto seria um novo jogo de 90 minutos. As equipas têm táticas e formas de jogar diferentes consoante os seus jogadores estão mais ou menos "frescos", e fazer "um jogo" só de 45 minutos é convidar a equipa que está a ganhar a colocar um autêntico autocarro à frente da baliza, com a vantagem (desvantagem do adversário) de estarem todos bem "fresquinhos".
  • Francisco António
    16 jan, 2018 Setúbal 19:03
    Ganhe um ou outro...tanto faz ! Agora construir em terreno da Reserva Agrícola e porque o terreno é municipal já dispensa licenciamento ? Que lindo exemplo...
  • Espertalhaços
    16 jan, 2018 Porto 17:05
    Então os jogadores do Estoril já estavam com os bofes de fora, todos rotos, como aconteceu com o Guimarães e agora querem iniciar uma segunda parte fresquinhos que nem um repolho? É isto que defendem estes os 5LB e os Sbortinguistas e chico-espertos em geral?
  • isidoro foito
    16 jan, 2018 elvas 16:52
    o Estoril estava a ganhar 1-0 e agora querem puni-lo com derrota , isso é impensável e desonesto, e mais uma vez só para beneficiar um mais do mesmo um grande , entao porque nao dao o jogo por terminado com esse resultado e aplicam uma coima a direção do clube e nao a quem está dentro das 4 linhas
  • Pintasilgo
    16 jan, 2018 pt 16:39
    Impressa a alimentar especulações. Se na lei está que o jogo deve continuar a ser disputado em data diferente, visto que não houve nenhum incidente provocado por responsabilidade do clube. Os estádios são fiscalizados por entidades próprias, e se cabe responsabilizar alguém, são a estas entidades. Se já querem responsabilizar o clube com uma derrota quando a lei está explicita, então viva o sistema...
  • Sérgio Neves
    16 jan, 2018 Lisboa 16:33
    O FCP tem que ser campeão à força porque se não há uma guerra cívil! E mais não digo...

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