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"Derrotados das eleições estão concentrados em geringonçar", acusa Montenegro

27 mai, 2024 - 21:46 • Manuela Pires

Líder do PSD reconhece que não vai ser fácil vencer as eleições europeias de 9 de junho. Sebastião Bugalho responde: “não garanto nada”. O cabeça de lista da AD diz ainda que o Partido Socialista não tem futuro na democracia portuguesa sem o Chega.

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"Derrotados das eleições estão concentrados em geringonçar", acusa Montenegro
Reportagem de Manuela Pires

O primeiro-ministro esteve esta segunda-feira na campanha da AD às europeias, com os olhos postos na Madeira e na Assembleia da República. Num comício em Évora, Luís Montenegro falou numa nova tendência na vida política do país que não consegue entender.

“Enquanto nós vencermos eleições, nós vamos governar: nós os vencedores das eleições estamos concentrados em governar, os derrotados das eleições estão concentrados em 'geringonçar'”, refere o primeiro-ministro e líder do PSD.

E Luís Montenegro insiste no novo verbo. “Enquanto os que ganharam estão a governar, como é suposto, os que perderam, em vez de se constituírem como oposição construtiva, estão apostados em 'geringonçar' uns com os outros. Às vezes, até com o próprio espelho: espelho, espelho meu, quem é capaz de 'geringonçar' melhor do que eu”, disse.

O novo verbo é usado para São Bento, sem nunca falar no PS e no Chega, mas o líder do PSD está a pensar também na Madeira, nas regionais deste domingo em que o PSD venceu, mas já esta segunda-feira o PS e o JPP anunciaram um acordo para tentar governar.

“Ainda ontem tivemos umas eleições onde o PSD voltou a ganhar, foi a quarta vitória que obtivemos em escassos meses e parece que quem ganhou foi quem perdeu. É uma coisa estranha”, desabafa Luís Montenegro.

O líder do PSD não percebe as críticas que acusam o Governo de estar a tomar muitas medidas e no comício em Évora anuncia que esta semana o executivo vai apresentar o programa de emergência para a saúde. Luís Montenegro garante que não é por causa das eleições europeias de 9 de junho.

“Se alguém pensa que estamos tão dinâmicos porque há eleições dia 9, desenganem-se: dia 10, dia 11, estaremos com a mesma dinâmica, a mesma vontade de transformar”, assegurou o primeiro-ministro.

“Não garanto nada”, diz Sebastião Bugalho

O primeiro dia de campanha começou em Faro, passou por Beja, uma curta passagem em Moura, onde Sebastião Bugalho tem parte da família, e terminou em Évora. Montenegro juntou-se à arruada e reconheceu que é difícil vencer as próximas eleições, as quintas desde que chegou à liderança do partido.

“O nosso desafio é difícil, porque nós vencemos quatro eleições seguidas e não é fácil vencer cinco, mas nós estamos a lutar por isso”, disse aos jornalistas quase a chegar à praça do Giraldo, em Évora.

No palco do comício, Sebastião Bugalho concordava com esta afirmação. “Eu não garanto nada, só garanto o máximo de trabalho, capacidade e esperança para ganhar. Mas que será bem pior para eles perderem do que para nós corrermos o risco dessa eleição posso garantir-vos que sinto isso todos os dias na campanha”, disse o cabeça de lista da AD.

Sebastião Bugalho avisou que não vai fazer ataques, mas não conseguiu resistir quando falou nas linhas vermelhas à extrema-direita. Diz que o Partido Socialista não tem futuro na democracia portuguesa sem o Chega.

“Quem nem consegue fazer uma campanha para as europeias sem a extrema-direita é o PS, é que afinal quem não consegue aprovar nada no Parlamento sem o Chega é o PS, quem não tem futuro na democracia portuguesa sem o Chega é o PS”, disse Sebastião Bugalho, no comício em Évora.

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