A+ / A-

​Ministro da Educação acusa STOP de inventar mentiras para alimentar contestação dos professores

18 dez, 2022 - 04:45 • André Rodrigues

Em entrevista à RTP, João Costa diz compreender a indignação da classe docente, mas acusa o dirigente sindical André Pestana de difundir informações falsas em grupos do WhatsApp para inflamar os protestos dos professores.

A+ / A-

O ministro da Educação acusou, este sábado, o Sindicato de Todos os Professores (STOP) de espalhar mentiras para alimentar a indignação dos professores.

Em entrevista à RTP, João Costa foi questionado sobre as razões que estiveram na origem das últimas greves de docentes.

Na resposta, o ministro alega que tudo “começou com uma campanha de WhatsApp que circulou com várias mentiras, em particular, a de que a contratação de professores ia passar a ser feita pelas câmaras municipais”.

João Costa garante que “isso não vai acontecer, não há vontade nenhuma encapotada de o fazer”.

Sem se referir diretamente a André Pestana, presidente do STOP, João Costa diz que “isto surge do facto de, em particular, um dirigente sindical que convocou esta manifestação ter perguntado, em reunião connosco, se isso ia acontecer. Dissemos que não. Ele disse que um dia alguém pode querer fazer. Ao que eu respondi que pode não ser este Governo, mas pode ser um qualquer noutro dia”.

Ou seja, conclui o ministro, este dirigente sindical “estava a determinado em mentir aos professores e continua a fazê-lo”.

Este sábado, milhares de professores manifestaram-se em Lisboa com palavras de ordem, denunciado o que dizem ser o cansaço de João Costa e exigindo a sua demissão.

Confrontado com essa situação, o ministro desvalorizou e garantiu que não está “minimamente cansado: na verdade, sinto-me animado, com vontade de continuar um trabalho que tem sido consolidado de valorização da vida e da carreira dos professores”.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Souza Souza
    19 dez, 2022 ALVERCA DO RIBATEJO 16:18
    Sr ministro ponha cá fora a verdade!... não é por repetir muito uma frase que é verdade..os socialistas já nos habituaram à propaganda dos países comunistas.
  • Cidadao
    18 dez, 2022 Lisboa 09:51
    O ministro foi apanhado desprevenido, pois esperava a contestação "fofinha" da Fenprof: vigílias, abaixo-assinados, manifestações com meia-dúzia de participantes e a habitual greve de 1 dia encostada ao fim-de-semana. Saiu-lhe ao caminho um Sindicato que não é do Sistema - o STOP - que marcou uma greve de 1 semana e ameaça com 1 mês de greve, tendo como corolário uma manifestação não de meia-dúzia mas de 25 000 professores, algo que há muito não se via, e claro, o ministro está de cabeça perdida e a lançar desinformação em todas as direções. Mas tem bom remédio: ele que publique as atas das reuniões, obviamente sem truncagens nem manipulações de qualquer espécie, e aceite o repto do STOP para um frente-a-frente televisivo em horário nobre. Num e noutro caso vê-se quem está a mentir, e sobretudo, vê-se ao que cada um vem. Entrevistas como a que ele teve, mas sem contraponto, não são entrevistas, são comícios.

Destaques V+