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Adriano Moreira foi "quase tudo" e um "lutador pela liberdade", diz Marcelo

23 out, 2022 - 13:09 • Ricardo Vieira

Presidente da República reage à morte do antigo presidente do CDS.

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O Presidente da República recorda Adriano Moreira, que morreu este domingo aos 100 anos, como um homem que "foi tudo ou quase tudo" e um "lutador pela liberdade e pela democracia", que sempre viveu "acima da história".

"Durante 100 anos foi tudo ou quase tudo. Académico, mestre de civis e militares, lutador pela liberdade e pela democracia, depois reformador impossível em ditadura, ainda assim revogando o estatuto do indigenato, exilado, regressado, presidente de um partido político [CDS], vice-presidente da Assembleia da República, conselheiro de Estado", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, numa declaração no Palácio de Belém.

Antigo ministro de Salazar que foi também uma das figuras do Portugal democrático no pós-25 de Abril, Adriano Moreira "atravessou dois regimes. Andou pelo mundo deixando discípulos , defendendo a nossa língua, a nossa cultura, a nossa pátria comum, sempre com inteligência, com brilho, tenacidade, orgulho transmontano, com orgulho português", salientou o Presidente da República.

"Os portugueses, pela minha voz, agradecem-lhe 100 anos de vida, 100 anos de obra, 100 anos de serviço a Portugal", conclui Marcelo Rebelo de Sousa.

Adriano Moreira morreu este domingo de manhã, aos 100 anos, confirmou o CDS-PP, partido de que foi presidente. O antigo ministro de Salazar foi o político mais longevo da história da Democracia portuguesa.

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