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Idanha-a-Nova

Agricultor hospitalizado depois de 22 dias em greve de fome

29 set, 2022 - 23:40 • João Malheiro

Hospitalização aconteceu no dia em que o primeiro-ministro foi questionado, no Parlamento, sobre as reivindicações do agricultor de Idanha-a-Nova. Greve de fome foi iniciada na sequência de uma disputa judicial com o Estado há vários meses. Em causa está o pagamento de 140 mil euros de apoio para danos causados por catástrofes naturais, num caso que remonta a 2017.

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O agricultor Luís Dias, que se encontrava em greve de fome há 22 dias, foi hospitalizado ao final da tarde desta quinta-feira, segundo indicou o vice presidente da associação Frente Cívica João Paulo Batalha, no Twitter.

"Já sentia dores desde ontem e seguramente não terá sido fácil ver hoje António Costa mentir ao Parlamento e assumir que lhe é indiferente se o Luís vive ou morre", lê-se, numa mensagem na rede social.

Como regista a mensagem, a hospitalização acontece no dia em que o primeiro-ministro foi questionado relativamente às reivindicações do agricultor, pelo deputado do Livre, Rui Tavares.

Em resposta, António Costa realçou que o seu gabinete tem estado em contacto com Luís Dias, mas disse que "não havia nada a fazer para responder a essa situação".

"O senhor não tem razão, não há nada a fazer. É muito simples", apontou.

Antes de ser hospitalizado, Luís Dias respondeu, também via Twitter, às declarações do primeiro-ministro: "Nunca pensei que o Primeiro-ministro pudesse mentir a meu respeito em pleno plenário. Só posso concluir que realmente planeia deixar-me morrer", escreveu na sua conta.

O agricultor de Idanha-a-Nova está em greve de fome devido a uma disputa judicial com o Estado há vários meses. É a terceira vez em oito meses que Luís Dias protesta através de uma greve de forma.

O empresário agrícola pediu financiamento para a reconstrução de uma quinta destruída por uma tempestade em 2017, através do apoio para danos causados por catástrofes naturais. O Ministério da Agricultura avaliou os mesmos e, dois anos depois, desbloqueou um apoio 140 mil euros, que até hoje Luís Dias garante que ainda não recebeu.

Entre maio e junho de 2021, o agricultor esteve 28 dias seguidos em greve de fome, nos jardins em frente ao Palácio de Belém, em Lisboa, "contra a indiferença destrutiva do Estado", que alega ter prejudicado o seu projeto agrícola.

No início deste ano, o agricultor tinha interrompido outra greve de fome, depois de uma aproximação do Governo.

A 8 de setembro, decidiu entrar de novo em greve de fome, à porta do Palácio de S. Bento.

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