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Orçamento Regional

"Déjà vu" nos Açores? Chega admite chumbar Orçamento, mas quer “negociar sem chantagens”

26 set, 2022 - 15:00 • Tomás Anjinho Chagas

Deputado da Assembleia Legislativa açoriana já teve reuniões com Bolieiro. José Pacheco afirma que é “preciso criar estabilidade, mas não a qualquer custo”.

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“Negociar, sem entrarmos em chantagens”, é esta a estratégia que o Chega vai usar nos momentos que antecedem a votação do Orçamento Regional dos Açores para o próximo ano.

Em declarações à Renascença, José Pacheco, deputado regional do Chega, explica que as negociações estão num bom caminho para o voto favorável, visto que o presidente do Governo Regional “aceitou duas das nossas grandes bandeiras”.

As conversas estão bem encaminhadas, mas o Chega pode votar contra? “Poder pode sempre”, lembra o deputado do Chega, que avisa: “se as coisas começarem a dar cambalhotas e se começarmos a ver chantagem, a propor coisas irrealistas ou absurdas, nós não vamos nisso!”.

José Pacheco garante que o Chega “não entra num barco de gregos”, apesar de, até ao momento, descrever um processo de negociações pacífico, e onde promete ser leal. “Pessoalmente detesto chantagem”, esclarece.

O Orçamento Regional dos Açores vai ser votado em novembro e necessita de 29 votos a favor. Para isso, o Governo de José Manuel Bolieiro precisa de contar com todos os partidos que assinaram o acordo de incidência parlamentar em 2020: Iniciativa Liberal, Chega, PPM e um deputado independente (que saiu em rotura com o Chega); além do PSD e do CDS, que formam o Governo Regional açoriano.

Depois da instabilidade verificada para aprovar o Orçamento Regional do ano passado, altura em que o deputado do Chega ameaçou várias vezes votar contra (o que significaria um chumbo do documento), o líder do Governo Regional já veio pedir “responsabilidade e estabilidade” aos partidos dos quais precisa o voto favorável.

Em abril, o Chega-Açores afirmou que o apoio ao Governo de Bolieiro “acabou”, mas à Renascença aponta a aprovação deste Orçamento como “uma possibilidade”. José Pacheco revela que as conversas “formais e informais” que teve com o presidente do Governo Regional dos Açores estão a “correr normalmente, sem qualquer tipo de incidente”, e numa prova de pacificação garante que o PSD “está disponível para nos ouvir”.

Saúde e pensões: as duas bandeiras “razoáveis”

Aumentar o complemento de pensão “é fundamental” e o cheque-saúde. São estas as duas cartas que o Chega vai jogar para cima da mesa das negociações com José Manuel Bolieiro.

A primeira, segundo o deputado regional José Pacheco, é prioritária por causa da inflação já que “os idosos, ganhando pouco, são os que mais sentem na pele”. Por isso o Chega vai pedir um complemento nas reformas.

A segunda pretende dar uma alternativa aos utentes “quando o Estado não conseguir satisfazer as necessidades”. José Pacheco acredita que “não podemos ter uma Saúde para ricos, e uma Saúde para pobres”, sublinhado “as consequências que isso implica”. O objetivo é que o Estado pague as consultas nos privados quando não consegue fornecê-las no Sistema Regional de Saúde dos Açores.

Farpa ao antigo companheiro do Chega

Outra peça essencial na aprovação do Orçamento Regional açoriano chama-se Carlos Furtado. Foi eleito pelo Chega para a Assembleia Legislativa Regional, mas saiu em rotura com o partido de André Ventura no ano passado, acusando a direção de ter “tiques imperialistas”.

O voto deste deputado independente, tal como o de todos os outros, é decisivo para as contas do Orçamento. Esta semana, Carlos Furtado anunciou que vai manter o apoio ao Governo de Bolieiro.

Em reação, José Pacheco não poupa críticas e considera “natural” a posição do seu ex-companheiro de partido. “Se ele não mantiver o apoio, o mais certo é ir para casa e perder o ordenado milionário que está ali gratuitamente a receber”, dispara o parlamentar regional do Chega.

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