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Eleição de vice-presidentes do Parlamento

Montenegro rejeita ideia de "aproximação ao Chega"

22 set, 2022 - 18:40 • Tomás Anjinho Chagas

Líder do PSD desdramatiza episódio da carta enviada esta quinta-feira a recomendar aos deputados a viabilizar o nome indicado pelo Chega. “É uma questão institucional”, afirma Luís Montenegro, que acusa PS de “oportunismo”.

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Sem dramas, nem leituras políticas. O presidente do PSD desvaloriza a carta enviada hoje por Joaquim Miranda Sarmento, onde recomendava aos deputados do partido a viabilizarem o nome indicado por André Ventura para a vice-presidência da Assembleia da República.

Questionado pelos jornalistas sobre se essa recomendação pode ser vista como uma retirada de autonomia aos deputados, Montenegro lembra que “ninguém está a mandar ninguém fazer nada, são recomendações”. E explica que isso foi feito por uma questão de “respeito democrático”.

“Desde sempre que, na Assembleia da República, as quatro cadeiras de vice-presidente são ocupadas pelos quatro maiores grupos parlamentares”, afirma Montenegro, recusando qualquer leitura política de “aproximação ao Chega”.

O líder do PSD desvaloriza a questão desta eleição dos vice-presidentes, que acredita ser “pró-forma”, e não uma questão que interesse verdadeiramente aos portugueses.

“As pessoas em casa estão preocupadas por não terem dinheiro para pagar a luz, os combustíveis, a carne, o peixe, o pão, e andam os políticos portugueses no Parlamento a discutir de forma imatura situações de funcionamento”, dispara Luís Montenegro.

Virado para o PS, o líder social-democrata acusa os socialistas de “oportunismo” e de “fazer folclore” com questões que considera ser “quase administrativas”.

Aeroporto. Montenegro volta a colocar ónus no PS

No dia depois de ter enviado uma carta ao primeiro-ministro sobre o tema, e na véspera de se encontrar com ele para abordar o dossier do novo aeroporto de Lisboa, Montenegro insiste que tem de ser o Governo a tomar uma posição, e acredita que o atraso não se deve ao PSD.

“Era melhor termos a posição hoje? Com certeza, mas não me vai pedir a mim, que represento o maior partido da oposição, para que responda pela incapacidade e incompetência do Governo”, atira o social-democrata.

As responsabilidades, distribui-as também pela antiga geringonça: “O Dr. António Costa escolheu o PCP e o Bloco de Esquerda para governar. Não se entendeu com eles quanto ao aeroporto? Lamentamos profundamente que o povo português possa ser prejudicado por essa escolha”, lança.

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