Tempo
|
A+ / A-

Aumento extraordinário das pensões pago na sexta-feira

06 jul, 2022 - 16:50 • Lusa

No debate da moção de censura ao Governo, o primeiro-ministro admite que ninguém tinha imaginado que o país viveria tempos tão difíceis, em que, depois de uma pandemia, haveria um cenário de guerra na Europa.

A+ / A-

O primeiro-ministro anunciou hoje que na sexta-feira serão pagos os aumentos extraordinários de pensões previstos no Orçamento do Estado para 2022 e que, na quinta-feira, o Conselho de Ministros irá aprovar novas medidas para atrair professores.

No debate da moção de censura do Chega ao Governo, António Costa optou por responder em conjunto às cinco primeiras perguntas dos partidos.

Em resposta ao líder parlamentar do Bloco de Esquerda, o primeiro-ministro admitiu que ninguém tinha imaginado que o país viveria tempos tão difíceis, em que, depois de uma pandemia, haveria um cenário de guerra na Europa.

"Mas mesmo nas circunstâncias difíceis, vamos cumprir o que foram as promessas fundamentais feitas aos portugueses. O Orçamento que o senhor chumbou - e que voltou recentemente a chumbar -- e finalmente entrou em vigor, vai permitir que na próxima sexta-feira paguemos com retroativos a janeiro o aumento extraordinário de pensões com que nos tínhamos comprometido a todos os pensionistas até 1068 euros", afirmou.

Por outro lado, Costa reconheceu que o país tem "um problema sério em matéria de professores" e anunciou a aprovação de um diploma no Conselho de Ministros de quinta-feira com "duas medidas da maior importância".

"Uma fixação à escola de todos os professores que tenham sido contratados para preencher horários que estavam e continuam vagos e, em segundo lugar, permitir à escola abrir concursos para horários completos nos grupos de disciplinas e nos territórios onde se verificou carência, de forma a que, havendo horários completos, sejam mais atrativos", disse.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Ex-professor
    06 jul, 2022 5 de Out 18:07
    Essas "duas medidas da maior importância", são poeira para os olhos, apenas e só porque partem do pressuposto que há muitos professores para colocar. Ora o problema é o inverso: NÃO HÁ PROFESSORES! E não há, apenas e só porque a carreira não é atrativa, nem compensadora do ponto de vista financeiro. Não passa de um oceano de burocracia, de múltiplas agressões verbais e até físicas vindas de alunos e encarregados de "educação", de imposições prepotentes dos Diretores, verdadeiros capatazes de chicote na mão com o poder excessivo que a Sinistra lhes deu e ninguém lhes retirou até agora, de obstáculos de toda a ordem na progressão da carreira, etc, etc. E tal como a "bujarda" de Maria de Lurdes Rodrigues que acha que resolve o problema, "aumentando as vagas para professores nas escolas que os formam - e que neste momento ou nem abrem turmas ou estão a 1/3 da capacidade, abrir mais vagas para quê, ou para quem? - o governo Costa-PS entretém o pagode com medidas pífias destinadas ao fracasso, para esconder que não tenciona resolver mesmo o problema, o que só pode ser feito se a carreira docente voltar a ser compensadora. Mas claro, isso custa dinheiro...

Destaques V+