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Socialista pede "menos politiquice e mais senso patriótico" a Governo e PSD

01 jul, 2022 - 20:55 • Isabel Pacheco

Álvaro Beleza acredita que há margem para entendimentos ao centro, com Luís Montenegro ao leme do PSD, a começar pelo novo aeroporto de Lisboa. PAN e Livre criticam a falta de clareza do PSD quanto a eventuais alianças.

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O socialista Álvaro Beleza pede “menos politiquice e mais senso patriótico” na resolução da questão da localização do novo aeroporto de Lisboa.

Em declarações à Renascença, o dirigente socialista diz estar convencido que é possível um entendimento entre PS e o novo líder do PSD, Luís Montenegro sobre o assunto que na última semana colocou o Governo e o país em sobressalto.

“Faz sentido que nessa matéria haja menos politiquice e mais senso comum e patriótico. Ficaria muito surpreendido se não houvesse. Acho que é o dever e estou certo de que é isso que vai acontecer”, antecipa Álvaro Beleza.

Uma política de entendimentos entre António Costa e Luis Montenegro que o, também, presidente da Associação de Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) espera que se repita noutras matérias como a Justiça ou a Segurança Social.

“Nestas questões absolutamente centrais, que tem que ver com o futuro de décadas como a reforma da Segurança Social, por exemplo, deve haver entendimentos ao centro. Sempre houve e é bom que haja esse entendimento”, remata Álvaro Beleza.

PSD vai andar de mão dada com o Chega?

Já a líder do PAN – Partido Pessoas, Animais, Natureza receia uma eventual aproximação do PSD a André Ventura. A deputada Inês Sousa Real aguarda, por isso, que o novo líder do PSD esclareça qual vai ser a política de alianças do partido.

“É importante que fique claro até para os portugueses saberem com quem é que o PSD está disponível para falar. Esperamos que Luis Montenegro deixe bem claro ao lado de quem se quer sentar”, atira Inês Sousa Real, que alerta para os perigos de uma aliança com a extrema-direita.

“É importante que Luís Montenegro decida se vai dar a mão a uma força política como a do Chega, porque isso sim ameaça e periga os direitos humanos e as conquistas que tanto trabalhamos quer no 25 de Abril, quer nestes anos”, defende.

Para o PAN, a possibilidade de uma aliança com o partido Chega é a peça do puzzle que falta saber para estabelecer as bases da futura relação com o “novo” PSD, partido que a deputada do PAN espera ver disponível para discutir o regresso dos debates quinzenais à Assembleia da República.

“Falta de clareza é facto grave"

Quem também pede uma clarificação da posição do PSD sobre eventuais coligações é do deputado e líder do Livre. Rui Tavares considera “grave” que Luís Montenegro continue a esconder o jogo em relação a uma eventual aproximação ao Chega.

“Essa falta de clareza é, em si, já um facto grave. Não se pode querer ser um potencial candidato a primeiro-ministro sem que o eleitorado possa perceber quais as cartas que estão em cima da mesa”, atira Rui Tavares.

Sobre se há margem para negociações com os sociais-democratas, o deputado do Livre admite que há sempre espaço para o diálogo quando estão em causa “valores democráticos”. “Desse ponte de vista, sim. Para a formação de governo, não”, garante.

Os sociais-democratas reúnem-se, este fim de semana, em congresso no pavilhão Rosa Mota, no Porto. Da reunião magna laranja vai sair a nova direção do partido liderada por Luis Montenegro, o vencedor das eleições internas com (72,5%) dos votos, que sucede a Rui Rio na liderança do PSD.

Contactados pela Renascença quer o Bloco de Esquerda como o PCP não quiseram comentar a nova liderança do PSD.

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