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​Nuno Melo e o PSD

“Aqui ninguém dá a mão a ninguém”. Líder do CDS recusa escolher entre candidatos

24 mai, 2022 - 21:57 • Tomás Anjinho Chagas

Líder do CDS prefere não comentar “as vidas de outros partidos”, mas deseja que o PSD “se fortaleça” para ser alternativa “aos socialismos”.

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Amigos, amigos, coligações à parte. Nuno Melo rejeita escolher quem gostaria de ver como líder do PSD.

Questionado pela Renascença, o líder centrista explica que, apesar de “ser amigo de ambos”, prefere manter-se em silêncio sobre se escolheria Moreira da Silva ou Luís Montenegro e ressalva que vai continuar “a ser amigo”, independentemente de quem ganhe.

“Não cometeria nunca a deselegância de comentar aquilo que deve ser o destino da direção” do PSD, explica Nuno Melo, que esteve esta terça-feira em Braga, para um jantar com empresários onde discutiu propostas para fazer face à inflação.

O líder do CDS diz mesmo que “mal seria” se algum dirigente de um partido desse a sua opinião quando ele próprio foi candidato à presidência do CDS.

O PSD é um parceiro habitual do CDS, no entanto Nuno Melo ressalva que o partido está em “pleno direito” e que por isso só faz alianças se o projeto “fizer sentido”.

Deixa claro: “Aqui ninguém dá a mão a ninguém”. Nuno Melo sublinha que nunca vai ser parceiro “por necessidade ou por favor”.

Nos governos de Passos Coelho, em coligação com o entre o PSD e o CDS, os dois candidatos à liderança social-democrata trabalharam com os centristas. Jorge Moreira da Silva era Ministro do Ambiente, Luís Montenegro era líder parlamentar da bancada do PSD. Mas nem assim Nuno Melo comenta “as vidas de outros partidos”.

Apesar disso, Nuno Melo deseja que o PSD “se fortaleça” para se tornar uma alternativa “aos socialismos”, que segundo o líder centrista têm levado o país a “bater recordes negativos” ano após ano.

A projetar o futuro, o presidente do CDS quer que os dois partidos sejam “fortes” para serem solução de “centro-direita” oferecendo alternativas “válidas, sólidas e consistentes” contra o socialismo que “desde 2015 nos vem marcando o passo”.

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