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Congresso da UGT

Rio acusa Costa de atirar promessas de aumentos salariais para o lixo

24 abr, 2022 - 14:56 • Ana Carrilho com redação

O novo líder do CDS-PP também marcou presença e defendeu a obtenção de um Acordo de Concertação Social para enfrentar os desafios económicos e sociais.

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O presidente do PSD disse este domingo que António Costa já deitou “promessas para o caixote do lixo”, porque, antes das eleições legislativas, “jurou a pés juntos que ia aumentar o peso dos salários no rendimento nacional”.

À margem da sessão de encerramento do congresso da UGT, em Santarém, Rui Rio deixou claro que em seu entender, os salários poderiam crescer mais para fazer face ao aumento da inflação.

Recordou ainda que, em campanha eleitoral, António Costa prometeu um crescimento do peso dos salários no rendimento, mas com o aumento do custo de vida, os salários valem menos e é como se houvesse um imposto escondido. “Há menos de três meses, o Primeiro-ministro jurou a pés juntos que ia aumentar o peso dos salários no rendimento nacional. Isto foram as promessas que determinaram o voto de muita gente. Ainda não se passaram três meses e já está a fazer exatamente o contrário. Atirou com as promessas para o caixote do lixo”, afirmou.

“O salário nominal não [tem cortes], quem ganha mil continuará a ganhar mil, só que, daqui por um ano, não dão para a mesma coisa que dão hoje, porque a inflação vai comer isso. É a mesma coisa que um imposto escondido”, disse.

Também o novo líder do CDS-PP marcou presença no congresso da central sindical e defendeu a obtenção de um Acordo de Concertação Social para enfrentar os desafios económicos e sociais do país. “Desengane-se quem ache que este caminho de quatro anos vai ser fácil. Vivemos num contexto de economia de guerra que está a ter e vai ter impacto na inflação, nas taxas de juro, vai significar dificuldades muito grandes para os portugueses”, disse, referindo o impacto nos mercados e nas economias, “como se vê em cada prateleira dos supermercados”.

Para Nuno Melo, o país tem de estar preparado “para tempos que não sendo fáceis só beneficiam com paz social”, salientando a importância do papel da UGT, “instituição muito importante em Portugal que deve ser respeitada”.

Neste momento decorre o anúncio dos novos órgãos sociais. Mário Mourão foi eleito por maioria, com 455 votos favoráveis, 77 contra e 21 abstenções.

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