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Parlamento. André Ventura critica comunidade cigana e é interrompido por Santos Silva

08 abr, 2022 - 17:01 • Lusa

O presidente da Assembleia da República interrompeu o deputado do Chega para lhe lembrar que "não há atribuições coletivas de culpa em Portugal", tendo sido aplaudido por todo o hemiciclo à exceção da bancada do Chega.

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A intervenção do líder do Chega no encerramento do debate sobre o Programa do Governo ficou marcada por um incidente, após André Ventura ter sido interrompido pelo presidente do parlamento por fazer uma generalização sobre a comunidade cigana.

"O que nós não compreendemos é que a comunidade cigana sempre esteja tão pronta para ser aplaudida por este parlamento", afirmou Ventura, lamentando não ver notícias de "que os ciganos agrediram a GNR no Alentejo ou os bombeiros".

E defendeu que "esta capacidade de dizer que sim à comunidade cigana tem que acabar em Portugal", argumentando que "as minorias não devem ser confrontadas, mas também não podem ser apaparicadas ao ponto de ignorarem que têm que ter os mesmos deveres que todos os portugueses".


André Ventura alegou que "há um cigano fugido noutro país depois de ter morto um PSP e que o patriarca da comunidade cigana diz que no seu modo, no seu tempo o entregará à justiça".

E falou num "paraíso de impunidade", manifestando o seu "respeito pelo agente da PSP que morreu às mãos deste homem".

Neste momento, o presidente da Assembleia da República interrompeu o deputado do Chega para lhe lembrar que "não há atribuições coletivas de culpa em Portugal", tendo sido aplaudido por todo o hemiciclo à exceção da bancada do Chega, com a esquerda e alguns deputados da direita de pé.

"Solicito-lhe que continue livremente a sua intervenção, como é seu direito, respeitando este princípio", acrescentou Augusto Santos Silva.

Ao retomar a intervenção, no púlpito do hemiciclo, André Ventura disse não aceitar "que nenhum outro deputado ou presidente da Assembleia limite" a sua intervenção, o que motivou também um aplauso por parte da sua bancada.

"Eu vou continuar a usar a expressão 'ciganos' sempre que tiver que usar e o senhor presidente, no seu direito, sancionará quando tiver que sancionar, sabendo que eu nunca deixarei de dizer aquilo em que acredito, em que milhões de portugueses acreditam", justificou.

Comentários
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  • Força, André!
    10 abr, 2022 Viva o Chega! 11:50
    O "compadre" Santos Silva a querer estender o "cerco sanitário" também de quando o Chega! usa da palavra por direito próprio. Oh Santos Silva, que está aí a falar, não é o Chega!, são 385 000 Portugueses. O Parlamento não é seu, nem é só para os compadres-do-sistema falarem, e sempre a repetirem os mesmos chavões politicamente corretos, ok?
  • Bruno
    09 abr, 2022 Aqui 09:12
    Este senhor diz-se católico mas profere um discurso completamente oposto à mensagem de Cristo.
  • Saea
    09 abr, 2022 Lisboa 09:09
    É o único que tem coragem para o faze-lo, vejam a percentagem da população que comete mais crimes, mais crimes de ódio, o que tem a dizer a tantos reformados que viveram em terror, os que morrem injustamente, tanto medo para quê? A vergonha daqueles que aplaudem,.para garantir as suas reformas, estão no poleiro uns aninhos e tem direito a reformas brutais, é isto que temos, as injustiças sociais,.classe média escrava,, aplaudam sim as.leis criadas para favorecer só alguns
  • Horácio Pena
    08 abr, 2022 Cascais 16:37
    A Rádio Renascença ("Emissora Católica Portuguesa") a escrever notícias sobre ciganos, dando todo o relevo e protagonismo às distribes histéricas de A. Ventura, como se a própria Igreja Católica não tivesse instituída, não promovesse e não patrocinacesse a "Pastoral dos Ciganos". Os profissionais da RR (jornalistas incluídos) têm obrigação ética, moral e institucional de assinarem conteúdos com sentido de responsabilidade e de ética. E religiosa!
  • EU
    08 abr, 2022 PORTUGAL 16:35
    " diz acreditar, bem como MILHÕES de Portugueses acreditam ", disse o deputado na Assembleia da República. Como ATENTO aos PORMENORES, devo dizer a este deputado que foi eleito, bem como seus pares, por 340 MIL votos e não por MILHÕES de VOTOS. Se EXIGE respeito, RESPEITE quem não votou nesse partido. Na ALTURA, eu bem VOS alertei. Agora aturem a ARROGÂNCIA.

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