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Legislativas 2022

Operação "buraco financeiro" do MAS contra milhões perdidos na banca

25 jan, 2022 - 14:40 • Lusa

A ação "buraco financeiro" faz parte dos propósitos do MAS para a banca, com a porta-voz, Renata Cambra, a defender o fim das injeções do dinheiro público para a banca e o confisco dos bens de quem tem "roubado milhões".

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Um buraco simulado com avisos aos transeuntes a alertar para um "novo buraco financeiro" marcou uma ação do Movimento Alternativa Socialista (MAS) que, frente à sede do Novo Banco, em Lisboa, defendeu a nacionalização dos bancos intervencionados.

Os elementos do MAS chegaram cedo à Avenida da Liberdade, onde simularam um buraco gigante no passeio, frente à sede do Novo Banco, rodeado de suportes com avisos, além de uma faixa gigante em que se podia ler: "Basta de enterrar dinheiro na banca".

A ação "buraco financeiro" faz parte dos propósitos do MAS para a banca, com a porta-voz, Renata Cambra, a defender o fim das injeções do dinheiro público para a banca e o confisco dos bens de quem tem "roubado milhões".

Com esta ação, o MAS pretende "chamar a atenção de que todo o dinheiro que hoje está investido, ou posto, nos bancos -- e o Novo Banco é um exemplo paradigmático -- é o dinheiro que está a faltar para investir nos serviços públicos", disse à agência Lusa.

A dirigente do MAS adiantou: "Neste momento já vamos entre 20 a 25 mil milhões de euros injetados para salvar a banca. Só no Novo Banco são cerca de nove mil milhões".

Renata Cambra recordou que, "quando o Governo caiu, tal como aprovou os 14 contratos de exploração mineira, também aprovou mais 112 milhões de euros para o Novo Banco, novamente".

O MAS lamenta que, apesar de todo este dinheiro injetado, o retorno não se veja: "Já pusemos muito, muito dinheiro na banca e depois o que vemos é extinções de postos de trabalho. No Novo Banco são cerca de 2.000 postos de trabalho que desapareceram, no Santander 1.400 e no BCP mais 1.000".

O MAS defende a nacionalização dos bancos intervencionados, sublinhando que "são já 200 mil milhões do Estado na banca".

"Em relação a todo o dinheiro que foi investido, já não vamos conseguir recuperá-lo, por isso devia ser feita uma nacionalização da banca para pôr a banca ao serviço do financiamento público, para criar emprego, fazer um investimento na transição energética, para que esse dinheiro tenha retorno na economia e na vida dos portugueses", disse. .

E prosseguiu: "Somos contra que este dinheiro seja injetado na banca, porque vemos que temos os serviços públicos em rutura e não canalizamos esse dinheiro para estar ao serviço das pessoas, para reforçar os hospitais, os meios materiais e humanos do SNS, para haver mais contratação de professores nas escolas, porque há milhares de alunos sem professores e há muitos professores que não têm emprego neste momento, quando há falta de professores". .

E defendeu outra bandeira do MAS: a "prisão e confisco dos bens de quem roubou e endividou o país".

"É preciso a prisão, mas também o confisco dos bens. Qualquer pessoa que tenha o mínimo problema com as Finanças vê logo confiscada uma parte do ordenado, mesmo que seja um salário baixo. Estes senhores roubam aos milhares de milhões e ninguém lhes confisca os bens", referiu. .

"Eles têm os milhões escondidos, temos de ir lá buscá-los. Temos a coragem de o fazer", frisou.

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