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Muitas ações de rua, sem almoços nem jantares. Assim será a campanha do Bloco

14 jan, 2022 - 21:00 • Tomás Anjinho Chagas

Os bloquistas têm 14 dias de campanha e cerca de 40 ações marcadas por todo o país. A pandemia condiciona, por isso, a prioridade são as arruadas e os comícios.

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A campanha eleitoral do Bloco de Esquerda (BE) vai para a estrada já este sábado, dia 15 de janeiro. O partido é dos primeiros a arrancar e o Porto, distrito pelo qual Catarina Martins é cabeça de lista, é a casa de partida.

De 15 a 28 de janeiro, o Bloco de Esquerda vai percorrer o país de cima a baixo, e passar por (quase) todos os distritos.

Numa reunião com todos os jornalistas que vão cobrir a campanha com do partido, a organização sublinha que o país está em pandemia, mas lembra que a pressão no Serviço Nacional de Saúde (SNS) não é excessiva, e é até menor do que aquela que o Portugal viveu em janeiro de 2021, altura em que decorria a campanha para as eleições presidenciais.

O partido defende que a pressão nos serviços de saúde deve ser o barómetro, não obstante, vai optar por cortar em alguns momentos que pautariam outras campanhas: as refeições. Nem jantares, nem almoços. É uma das formas que o Bloco de Esquerda encontrou para diminuir o risco de transmissão da Covid-19 durante estas duas semanas. Adriano Campos, sociólogo e dirigente do partido, foi nomeado diretor de campanha.

Durante este período, a comitiva de Catarina Martins vai passar no Porto, Aveiro, em Miranda do Douro, Viseu, Fundão, Setúbal, Seixal, Lisboa, Torres Novas, Faro, Marinha Grande, Coimbra, Amarante, Caldas da Rainha, Espinho, Santa Maria da Feira, Vila de Prado, Barcelos, Braga, Famalicão e Almada. As cidades do Porto e Lisboa vão ser pontos de passagem repetidos, nesta campanha que termina também no Porto.

O contacto com a população vai ser privilegiado durante este meio mês de campanha eleitoral. Este sábado, começa com um encontro com trabalhadoras precárias de cantinas, na cidade Invicta.

Entre comícios e arruadas, os locais não são escolhidos aleatoriamente. No domingo, dia 16 de janeiro, por exemplo, o Bloco de Esquerda vai estar em Miranda do Douro, local onde fica uma das barragens vendidas pela EDP a uma empresa francesa, que não pagou imposto de selo. Este negócio, onde há suspeitas de fraude fiscal, foi um dos temas mais abordados pelo Bloco de Esquerda na anterior legislatura, e parece que vai ser uma das bandeiras do partido durante a próxima.

Apesar das mais de 40 ações de campanha que estão marcadas, nenhuma delas passa pelo Alentejo, exceção para Setúbal. Na lista de paragens do Bloco de Esquerda, nota-se a ausência de cidades como Évora, Beja, Santarém ou Portalegre.

Nas últimas legislativas, em 2019, em todas estas capitais de distrito há um denominador comum: a CDU (PCP e PEV) ficou à frente do Bloco de Esquerda. De resto, saltam à vista as passagens por distritos como Coimbra, Setúbal e Faro, onde o Bloco de Esquerda conseguiu, em 2019, uma boa expressão eleitoral, e também a insistência nas duas maiores cidades do país, Lisboa e Porto.

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