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Presidente da distrital de Faro acusa Rio de "punir" quem não o apoiou

07 dez, 2021 - 23:17 • Lusa

O presidente do PSD, Rui Rio, admitiu esta terça-feira que existiram algumas "clarificações" na lista de candidatos a deputados, mas recusou que tenha havido uma "limpeza étnica".

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O presidente da distrital de Faro do PSD, Cristóvão Norte, acusou esta terça-feira a Comissão Política Nacional do partido de "punir" quem não apoiou Rui Rio nas diretas, com os cabeças de lista já conhecidos às legislativas.

"Eu não sou um dos descontentes com as listas. Eu sou um militante do PSD que entende que a Comissão Política Nacional (CPN) acaba de esbanjar uma oportunidade" para "garantir que o PSD concorra unido nas próximas eleições legislativas e, dessa forma, aglutinar a simpatia do país", afirmou o social-democrata.

Cristóvão Norte, que, ao contrário de 2019, não vai ser o cabeça de lista por Faro, visto que o escolhido pelo presidente do partido foi o ex-presidente da Câmara de Vila Real de Santo António Luís Gomes, falava aos jornalistas à entrada para o Conselho Nacional, que decorre em Évora.

"A direção nacional optou, de forma clara, por punir aqueles que não apoiaram o líder do partido e isso vai contra aquilo que é o espólio do PSD", criticou.

O PSD "é um partido de liberdade, de grande pluralidade, uma federação de correntes e em que homens e mulheres livres, ao contrário do que se verifica no PS, gostam de criticar quando devem criticar e gostam de convergir quando devem convergir", continuou.

Cristóvão Norte disse lamentar "a circunstância de as listas que o PSD vai apresentar" às legislativas de 30 de janeiro "não exprimirem a diversidade do partido" e "não terem a capacidade de ultrapassar os limites" do partido, "congregando grandes figuras da vida política, social e económica" do país.

Após a campanha para as diretas social-democratas, que foi "viva, serena" e "em que o partido e o seu líder saíram reforçados", o PSD "perde hoje essa oportunidade soberana de garantir uma unidade na diversidade", argumentou Cristóvão Norte, que apoiou Paulo Rangel no processo em que Rui Rio foi reeleito presidente.

O PSD, destacou, "não é um partido de 'yes men'. O PSD sempre foi um partido de gente livre e aberta", defendeu.

Questionado pelos jornalistas sobre se acredita que, no Conselho Nacional desta noite, possam ser chumbadas as listas para as legislativas, o presidente da distrital de Faro disse não o esperar: "Não creio que seja um propósito dos conselheiros nacionais chumbarem as listas que a CPN apresenta".

"Creio, todavia, que essas listas são motivo de sobressalto cívico", contrapôs, defendendo que, "quando o PSD é mais fraco e menos capaz de interpretar a sua pluralidade e as necessidades da sociedade, o país também é indesejavelmente mais fraco".

Antes do arranque do Conselho Nacional e ainda com poucos social-democratas presentes na unidade hoteleira para onde foi marcado, no exterior, Cristóvão Norte teve um desentendimento com outro participante, que envolveu empurrões.

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