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Refugiados. Marcelo confia que Nações Unidas vão acolher projeto de Jorge Sampaio

06 dez, 2021 - 19:57

Presidente da República identifica "uma unidade total entre o Presidente da República, a Assembleia da República, o Governo para continuar o projeto do Presidente Jorge Sampaio, dar-lhe força, projetá-lo no futuro".

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O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta segunda-feira que acredita que as Nações Unidas vão acolher o projeto lançado pelo antigo Presidente Jorge Sampaio para que refugiados possam prosseguir os seus estudos de ensino superior.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas à saída da sede da Academia Portuguesa da História, em Lisboa, em Portugal existe "uma unidade total entre o Presidente da República, a Assembleia da República, o Governo para continuar o projeto do Presidente Jorge Sampaio, dar-lhe força, projetá-lo no futuro".

"É uma forma de homenagear o que foi um passo notável dado por esse português, esse grande português. Não tenho dúvidas de que as Nações Unidas serão as primeiras a acolher o projeto que foi apresentado", acrescentou o Presidente da República, manifestando-se certo de que "o secretário-geral [da ONU] António Guterres não só conhece como adere àquilo que é a proposta portuguesa".

A Organização das Nações Unidas (ONU) realiza esta segunda-feira uma reunião especial de homenagem a Jorge Sampaio, que morreu em 10 de setembro deste ano, aos 81 anos, organizada em conjunto pela Aliança das Civilizações e pela Missão de Portugal na ONU.

Em declarações à agência Lusa, a partir da Nova Iorque, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou que a melhor homenagem que se pode prestar ao antigo Presidente da República é prosseguir o seu trabalho de apoio aos refugiados.

O objetivo de Portugal é que, entre os mecanismos de cooperação e apoio humanitário disponíveis no sistema das Nações Unidas, passe a haver um especificamente dirigido aos estudantes do ensino superior afetados por conflitos, com bolsas de estudo e acolhimento em universidades de diversos países, adiantou o ministro.

Jorge Sampaio foi Presidente da República durante dois mandatos, entre 1996 e 2006.

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da ONU enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Em 2013, fundou a Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios, para dar ajudar a resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação, a que presidiu até ao fim da sua vida.

Um dos seus últimos atos públicos foi, em agosto deste ano, quando os talibãs regressaram ao poder no Afeganistão, anunciar um reforço deste programa de emergência para dar bolsas de estudo a jovens afegãs.

Quando discursou na 76.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, em 21 de setembro, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou Jorge Sampaio e enalteceu a sua "corajosa iniciativa" de criar a Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios, "alargada depois a refugiados afegãos".

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