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Paulo Rangel diz que não voltará a comentar o calendário das eleições

30 out, 2021 - 17:03 • João Carlos Malta , Manuela Pires

O candidato respondeu às declarações de Rui Rio que acusou Marcelo de querer favorecer Rangel. Pinto Luz diz que o atual líder do PSD não tem condições para ser candidato a primeiro-ministro.

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O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel disse, este sábado, que não irá voltar a comentar o calendário das eleições antecipadas. "Não vou fazer comentários sobre isso. É uma competência do Presidente da República. A mim não me ouvirão nenhum condicionamento, nenhuma referência a esse respeito", disse Rangel após uma visita à Feira da Castanha, em Sernancelhe.

Rangel afirmou que preoupação que tem é a de "apresentar um programa para Portugal", e garantiu que com ele não se conte para "estar com tricas e insinuações". "Quando tenho de dizer uma coisa digo e depois não a vou repetir 500 vezes", garantiu.

Rangel reagia às palavras do líder do partido e candidato à liderança do PSD, Rui Rio, Rui Rio que disse que acreditava que se Marcelo Rebelo de Sousa marcar eleições legislativas antecipadas para fevereiro, é porque "quis dar uma ajuda ao PSD e a um candidato", referindo-se a Paulo Rangel, candidato às diretas do partido.

As declarações são uma referência à vontade expressa por Paulo Rangel esta quinta-feira, de que o Presidente da República marque eleições legislativas antecipadas para os dias 20 ou 27 de fevereiro, depois do chumbo do Orçamento do Estado para 2022.

O líder social-democrata defende, numa entrevista esta sexta-feira, à SIC, que o partido não pode ir a eleições a poucos meses de uma possível campanha eleitoral.

"O problema para o PSD é claro. Não é entendível que o principal partido da oposição, com o trajeto de credibilização nas autarcas, venha deitar tudo fora e virar para dentro", aponta.


Entretanto, durante a tarde deste sábado, Miguel Pinto Luz afirmou que Rio não tem legitimidade para ser candidato a primeiro-ministro

Depois de Rui Rio ter defendido ontem, em entrevista á SIC, que as diretas no PSD não se devem realizar com as eleições legislativas no início do próximo ano, Miguel Pinto Luz, apoiante de Paulo Rangel conclui que “Rui Rio é obviamente um presidente sem a legitimidade política para ser candidato a primeiro-ministro”.

Numa publicação este sábado na rede social Facebook, Pinto Luz refere que forçar a uma legitimidade provocada por adiamentos e expedientes em nada vai ajudar ao resultado do PSD nas legislativas.

O vice-presidente da câmara de Cascais dá vários exemplos de episódios que demonstram, na sua opinião, que Rui Rio está “refém de estratagemas puramente eleitoras”. Uma delas foi a tentativa de adiar a data das directas, uma posição que foi recusada pela maioria dos conselheiros nacionais.

Miguel Pinto Luz estranha ainda o silêncio do presidente da Mesa do Congresso que ainda não deu resposta ao requerimento apresentado por mais de 60 conselheiros e que pedem a realização de um conselho nacional extraordinário para antecipar o congresso do PSD para meados de Dezembro.

Miguel Pinto Luz diz que “Rui Rio continua a insistir no adiamento, de algo ( as directas para 4 de dezembro) que está marcado e que continua a representar a vontade do partido, expressa em Conselho Nacional”.

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