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Nuno Melo critica realização de congresso do CDS na mesma data que o do Chega

10 out, 2021 - 16:08 • Lusa

O congresso do Chega vai decorrer no fim de semana de 27 e 28 de novembro, a mesma data proposta pela direção do CDS-PP para a realização do congresso dos centristas.

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O candidato à presidência do CDS-PP Nuno Melo criticou, este domingo, a realização do congresso do partido na mesma data da reunião magna do Chega e lamentou que a direção reivindique os louros pelas vitórias autárquicas.

Intervindo durante o Conselho Nacional do partido, que está a decorrer à porta fechada e virtualmente, o eurodeputado centrista criticou que o CDS vá “partilhar o palco” com o Chega no fim de semana previsto para a realização do congresso, contaram à agência Lusa conselheiros que estão a acompanhar a reunião.

Nuno Melo acusou a direção de Francisco Rodrigues dos Santos de falta de “noção” e de insistir no “absurdo”, argumentando que o congresso do partido deveria ser “um exclusivo”.

O congresso do Chega vai decorrer no fim de semana de 27 e 28 de novembro, a mesma data proposta pela direção do CDS-PP para a realização do congresso dos centristas.

De acordo com o que contaram à Lusa as mesmas fontes, Nuno Melo criticou por várias vezes a divisão do “espaço mediático” com o partido presidido por André Ventura.

Rejeitando os prazos em que está a decorrer o processo de marcação do próximo congresso, o eurodeputado ironizou que não se trata de uma eleição para uma associação de estudantes.

O candidato à liderança do CDS disse que a direção fez o que lhe competia em apoiar os resultados positivos e negativos alcançados nas eleições autárquicas, mas lamentou que a direção de Rodrigues dos Santos “sonhe” que todos as vitórias são “uma maravilha” da direção e que os candidatos autárquicos “não servem para nada”.

Criticando também a falta de documentos que comprovem os números autárquicos apresentados e defendidos por Francisco Rodrigues dos Santos, Nuno Melo referiu que a direção vive dentro de uma “realidade paralela” na leitura de resultados e na pluralidade do partido.

Melo considerou que o CDS “ainda não foi transformado numa espécie de Igreja Maná”, segundo relataram centristas que estão a acompanhar o Conselho Nacional.

A falta de documentos para comprovar os números das eleições de 26 de setembro também foi criticada pelo antigo deputado e dirigente centrista Pedro Mota Soares.

O vice-presidente centrista Miguel Barbosa enalteceu que Rodrigues dos Santos “foi à luta” em Oliveira do Hospital – era candidato à assembleia municipal daquele concelho – e que o resultado foi disputado “quase voto a voto”, explicitaram os conselheiros ouvidos pela Lusa.

O resultado da votação da lista encabeçada por Francisco Rodrigues dos Santos também levou a críticas de parte a parte entre Nuno Melo e Miguel Barbosa.

O Conselho Nacional do CDS-PP está reunido por videoconferência e à porta fechada desde cerca das 11:00, para analisar os resultados das eleições autárquicas e marcar o 29.º congresso do partido, que será antecipado, e deverá realizar-se em 27 e 28 de novembro.

São candidatos à liderança do CDS o atual líder, Francisco Rodrigues dos Santos, e o eurodeputado centrista e presidente da distrital de Braga, Nuno Melo.

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