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Costa diz que virá do Porto a próxima “Arte em São Bento”, um investimento para continuar

05 out, 2021 - 15:22 • Manuela Pires com Lusa

Pelo quarto ano consecutivo, no 5 de outubro, a residência oficial do primeiro-ministro recebe um novo conjunto de obras de arte contemporânea, desta vez cedida pela colecção de Ana Cristina e António Albertino, num total de 41 peças.

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O primeiro-ministro, António Costa, disse esta terça-feira esperar que o programa “Arte em São Bento" tenha continuidade, anunciando que a coleção que no próximo ano estará na residência oficial virá do Porto.

“Esta não é a minha casa, esta é uma casa dos cidadãos e por isso decidimos que uma forma de assinalar o dia 5 de Outubro era anualmente podermos devolver aos cidadãos esta casa que é sua. Entendemos que a melhor forma de o fazer era, simultaneamente, pagando um tributo devido aos nossos artistas e uma homenagem também àqueles que têm um papel fundamental em todo o processo artístico que são os colecionadores”, disse António Costa no discurso de inauguração da edição deste ano da “Arte em São Bento”, nos jardins do Palacete de São Bento.

O primeiro-ministro discursou depois da visita guiada à exposição feita pelo curador Delfim Sardo, que esta ano é cedida pela Coleção de Ana Cristina e António Albertino (AA), com sede em Coimbra, que se apresenta pela primeira vez em Lisboa, num total de 41 peças.

"Que em outubro de 2023 aqui estejamos a lançar a nova coleção que nos irá acompanhar até outubro de 2024. Espero que seja um percurso que tenha continuidade, que ajude a incentivar o investimento em arte", referiu o primeiro-ministro.

Este ano, o Governo investiu 650 mil euros em arte contemporânea portuguesa. Nesta exposição há obras que nunca estiveram expostas em Lisboa, peças de Helena Almeida, Julião Sarmento ou Angelo de Sousa.

No dia da inauguração da “Arte em São Bento”, iniciada em 2017, António Costa lembrou que não só se acolhe coleção que estará em mostra a partir dali como “também qual é a coleção que se segue”.

“Assim vai ser, no próximo ano, vamos ter aqui a coleção de Pedro Alves Ribeiro, que habitualmente está presente na Casa de São Roque, no Porto e que terá como curador João Silvério. Daqui a um ano, aqui estaremos, já sem esta coleção, mas com uma nova coleção a chegar”, prometeu, com o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, na plateia, depois de também ter integrado a comitiva que visitou a mostra.

De acordo com António Costa, este programa insere-se numa estratégia de definida pelo Governo, desde logo “retomar uma boa tradição” de em cada 25 de Abril “adquirir uma peça de arte pública para residir” no maravilhoso jardim de São Bento.

“E o conjunto da estratégia que temos vindo a desenvolver para procurar apoiar e incentivar a criação artística e as artes plásticas”, explicou.

No dia em que se comemora a Implantação da República, o primeiro-ministro considerou que esta teve “um facto muito importante que foi separar o património do Estado, o património dos cidadãos, o património público daquilo que é o património de cada um daqueles que temporariamente exercem funções políticas”.

“Ao longo destes cinco anos tivemos já um percurso bastante diversificado. No seu conjunto temos cumprido aquela que é a função: é que esta casa seja também uma montra do Portugal que hoje se faz, do Portugal que os artistas diariamente vão criando, recriando e reinventado”, destacou.

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