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"Hipervalorizar" negacionistas é "fazer o jogo" de uma minoria, diz Marcelo

14 set, 2021 - 18:53 • Redação

Presidente da República não comenta insultos a Ferro Rodrigues e diz que a melhor resposta é olhar para os 85% jovens que se vacinaram contra a Covid-19.

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recusa comentar o incidente em que Ferro Rodrigues foi insultado por negacionistas, mas critica hipervalorização das minorias.

O chefe de Estado, em declarações aos jornalistas em Roma, sublinha a necessidade de valorizar o facto de a esmagadora maioria dos portugueses optar pela vacinação.

“Aquilo que pertence à justiça pertence à justiça, por isso não vou comentar [os insultos a Ferro Rodrigues]. É bom que fique claro que há uma maioria esmagadora com uma orientação e o facto de, por vezes, se hipervalorizar aquilo que existe em democracia, mas são minorias, é uma forma de fazer o jogo das minorias”, argumenta Marcelo Rebelo de Sousa.

Para o Presidente da República, a melhor resposta é olhar para o exemplo dos jovens, que se estão a vacinar em massa contra a Covid-19.


“A melhor resposta é dizer: olhem para os jovens e vejam os 85% que se vacinaram, que estão a ser vacinados ou que vão ser vacinados”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, que está em Roma para participar num encontro do Grupo de Arraiolos.

Quinze chefes de Estado da União Europeia prestam homenagem ao antigo Presidente da República Jorge Sampaio, que fundou a iniciativa, anunciou Marcelo Rebelo de Sousa.

Negacionistas perseguem e insultam Ferro

No último sábado, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, foi insultado por um grupo de negacionistas quando almoçava com a mulher num restaurante de Lisboa.

Segundo um vídeo partilhado nas redes sociais, Ferro Rodrigues foi alvo da ira de dezenas de manifestantes que o insultavam, apelidando a segunda figura do Estado, de "assassino" e "ordinário".

Os insultos continuaram quando Ferro Rodrigues e a mulher saíram do restaurante e se dirigiam para o carro, acompanhados do corpo de segurança pessoal do presidente a Assembleia da República.

Uma das manifestantes, de megafone em punho, ameaçou ainda o restaurante onde o casal se encontrava, prometendo que "nunca mais nenhum cliente deste restaurante vai ter paz".

Os insultos foram feitos por uma dezena de negacionistas da Covid-19 que no sábado protestaram em frente ao parlamento com o lema "Pelas nossas crianças - Rumo à Liberdade".

A PSP apresentou uma queixa ao Ministério Público e a Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu um inquérito aos incidentes.

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  • Ivo Pestana
    14 set, 2021 Madeira 18:35
    Todos temos direito à indignação, mas com respeito, elevação e dentro da Lei. Em suma, com democracia. Com ajuntamentos, gritaria e ofensas, não vão longe e vão no sentido do contraproducente.

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