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Decisão britânica é "descabida" e um "par de patins" ao Governo, diz CDS

03 jun, 2021 - 20:39 • Lusa

Francisco Rodrigues dos Santos critica o facto de Portugal ter servido para acolher os adeptos britânicos na final da Liga dos Campeões, mas já não servir para a "lista verde".

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O presidente do CDS-PP criticou esta quinta-feira a decisão "descabida, ingrata e devastadora" do Reino Unido de retirar Portugal da lista verde, um "par de patins" ao Governo português depois de abrir o país para os adeptos ingleses "se divertirem".

Em comunicado enviado à agência Lusa, o líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, reagiu à retirada de Portugal da "lista verde" de viagens internacionais do Reino Unido, uma decisão que o Governo britânico justificou com a descoberta de novas variantes e o aumento do número de infeções nas últimas semanas.

"Portugal serviu para os adeptos ingleses se divertirem na semana passada, mas já não serve para a 'lista verde' inglesa. O Governo português abriu-lhes as portas a qualquer custo, sem condições e sem planeamento e agora recebe em troca um "par de patins" do Governo inglês", criticou.

Para o presidente do CDS-PP, "esta decisão, além de completamente descabida, é ingrata e devastadora" para o turismo nacional.

"O Governo tem de projetar segurança a nível internacional no controlo da pandemia, o que se torna cada vez mais difícil mantendo Eduardo Cabrita [ministro da Administração Interna] em funções", avisou o centrista.

Para Francisco Rodrigues dos Santos, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, "não pode ficar "a ver aviões" de turistas ingleses voarem para outros países". .

"Exige-se que defenda o nosso turismo e o bom nome de Portugal como destino seguro", defendeu.

Depois de conhecida esta tomada de posição do Reino Unido, o Governo português já afirmou tomar nota da decisão, "cuja lógica não se alcança", do executivo britânico, assinalando que Portugal prossegue um desconfinamento "prudente".

"Tomamos nota da decisão britânica de retirar Portugal da "lista verde" de viagens, uma decisão cuja lógica não se alcança", reagiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social Twitter, poucos momentos depois do anúncio britânico.

"Portugal continua a realizar o seu plano de desconfinamento, prudente e gradual, com regras claras para a segurança dos que aqui residem ou nos visitam", segundo a breve declaração da diplomacia portuguesa.

O ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps, confirmou esta quinta-feira à tarde que Portugal vai sair da "lista verde" de viagens internacionais do Governo britânico, devido à descoberta de novas variantes e ao aumento do número de infeções nas últimas semanas.

Numa entrevista transmitida na estação de televisão Sky News, o ministro diz que foi uma "decisão difícil de tomar", invocando duas principais razões que estão a causar preocupação junto das autoridades britânicas. .

"Uma é que a taxa de positividade quase duplicou desde a última revisão em Portugal e a outra é que há uma espécie de mutação do Nepal da chamada variante indiana que foi detetada e simplesmente não sabemos o potencial que pode ter para resistir à vacina", explicou.

Os países na "lista amarela" estão sujeitos a restrições mais apertadas, nomeadamente uma quarentena de 10 dias na chegada ao Reino Unido e dois testes PCR, no segundo e oitavo dia, como já acontece com a maioria dos países europeus, como Espanha, França e Grécia.

Portugal era até agora o único país da União Europeia (UE) na "lista verde", que isenta os viajantes de quarentena no regresso a território britânico, em vigor desde 17 de maio.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 3.693.717 mortos no mundo, resultantes de mais de 171,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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