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Moedas acusa PS de chamá-lo a audição sobre o Novo Banco por ser candidato a Lisboa

31 mar, 2021 - 19:10 • Paula Caeiro Varela , Inês Braga Sampaio

"Só pode ser político", afirma o rival do socialista Fernando Medina à Câmara Municipal da capital. Carlos Moedas lamenta "negatividade da política" e promete campanha positiva.

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Carlos Moedas considera que a chamada ao Parlamento para uma audição na Comissão de Inquérito ao Novo Banco se deve apenas a ser candidato à Câmara de Lisboa contra o socialista Fernando Medina.

O candidato da coligação liderada pelo PSD é claro: não foi chamado enquanto antigo secretário de Estado do governo de Pedro Passos Coelho. "Só percebo esta chamada porque sou candidato à presidência da Câmara", afirmou Carlos Moedas, esta quarta-feira, em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação do diretor de campanha e do primeiro "outdoor" da corrida à autarquia da capital portuguesa.

"Eu diria que o meu oponente deveria estar um bocadinho 'chateado' por não ter sido chamado, é a única conclusão a que chego. Não é normal. Já respondi às perguntas sobre este tema. O meu oponente ou pessoas ligadas a ele fizeram vídeos a recordar essas minhas respostas a essa situação. Tudo está dito e tudo está esclarecido, portanto isto só pode ser político. Não vou lá como ex-secretário de Estado, vou lá como candidato à presidência da Câmara de Lisboa. Mas pronto, é o que temos. Mas irei com muito gosto, sempre gostei de ir ao Parlamento", acrescentou.

É uma face da política que Carlos Moeda rejeita. O candidato à Câmara de Lisboa diz que pretende fazer uma campanha positiva, ao contrário da "negatividade da política" de que afirma estar a ser alvo:

"Eu disse sempre que tínhamos de pensar numa Lisboa diferente e que esta campanha ia ser positiva. Eu sei que isso choca as pessoas, porque a política é feita de tudo o que é negativo. Aliás, eu próprio estou a vivê-lo hoje, em que de maneira totalmente irrazoável sou chamado a uma Comissão de Inquérito que não faz sentido nenhum, porque já expliquei o que tinha a explicar. Mas eu não vou fazer política assim", frisou.

Carlos Moedas quer mostrar aos lisboetas o seu "sonho" para a cidade: "A visão de uma cidade que pode ser muito mais e que neste momento não é falta-lhe muita coisa falta-lhe criar muito mais talento ter uma visão diferente da cultura e das pessoas e é isso que eu vou criar."

Apresentação de "outdoor" ainda sem partidos


Carlos Moedas apresentou, esta quarta-feira, um diretor de campanha "diferente", o médico e epidemiologista Ricardo Mexia, que tem tido amplo destaque mediático por causa da pandemia de Covid-19. O especialista espera levar as ideias da candidatura aos lisboetas e dar um contributo para uma "verdadeira alternativa", perante uma liderança socialista que considera estar "em franco declínio".

Ao lado de Filipe Anacoreta Correia, do CDS, e de outros membros dos partidos da coligação que lidera, Carlos Moedas revelou o seu primeiro cartaz de campanha. Na rotunda do Marquês de Pombal, um dos principais eixos de Lisboa, um fundo azul e a frase a branco: "Lisboa pode ser muito mais do que imaginas". Sem referências partidárias, porque é uma "primeira parte da campanha". "Ainda não tínhamos todos os acordos fechados", explicou o candidato. Assim que estiver todo o acordo da coligação fechado, já serão incluídas as ditas referências.

A ordenação das listas já foi acordada com o CDS, tal como a Renascença adiantou, faltando apenas os nomes. Moedas considera que o acordo é "justo, lado a lado com um parceiro muito importante", o CDS. A apresentação das listas é só em julho, pelo que o antigo secretário de Estado considera que há "muito tempo" para discutir nomes.

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