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Novo Banco

Marcelo lembra que a banca é necessária à “reconstrução” do país

27 mar, 2021 - 18:57 • Eunice Lourenço

Presidente da República não se pronunciou sobre o Novo Banco em concreto, mas manifestou preocupação.

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não se pronuncia sobre o novo pedido de reforço de capital do Novo Banco, mas manifesta preocupação com o sistema bancário.

Em declarações aos jornalistas, este sábado no Palácio de Belém, Marcelo foi questionado sobre as contas do Novo Banco, que pediu uma injeção de perto de 600 milhões de euros e sobre se os portugueses perceberiam essa injeção quando faltam mais apoios sociais para fazer frente à crise económica causada pela pandemia.

Na resposta, o Presidente começou por lembrar os seus tempos de comentador, como que lamentando que agora não possa reagir da mesma forma. E optou por salientar que a banca é uma peça chave para a reconstrução do país.

“Estamos todos preocupados há muito tempo com uma realidade que é fundamental que é garantir de forma constante a estabilidade do sistema financeiro português e, dentro dele, do sistema bancário”, começou por dizer, lembrando quando, quando iniciou funções, em 2016, “ eram muitos os casos de estabilização e consolidação do sistema bancário e deram muitas dores de cabeça”.

Agora, a preocupação continua, mas já não são tantos os casos. “É uma preocupação fundamental. Para haver aquilo que nós queremos que é a reconstrução o país, que é mais do que a recuperação, uma peça chave é, naturalmente, o sistema bancário e, portanto, tudo o que diz respeito aos sistema bancário está na atenção e preocupação de todos os portugueses e na atenção e preocupação do Presidente da República”, afirmou Marcelo em resposta às perguntas dos jornalistas, à margem da iniciativa que promoveu este sábado para assinalar o Dia Mundial do Teatro.

A iniciativa foi uma representação teatral de cerca de 20 minutos no Jardim da Cascata do palácio de Belém pela companha Comédias do Minho.

No discurso que fez a seguir à representação, o Presidente aproveitou para salientar a necessidade de reconstrução o país depois da pandemia e apelar a “passos mais concretos” na descentralização.

Quanto ao que chama de reconstrução do país, Marcelo voltou a dizer que não basta regressar ao pré-pandemia, é preciso ultrapassar fragilidades que ficaram mais claras neste último ano.

“Não basta recuperar, porque recuperar é voltar onde nós estávamos em fevereiro de 2020 e em fevereiro de 2020 estávamos num país muito desigual, estávamos num país onde havia regiões e territórios muito diferentes entre si, num Portugal onde havia fragilidades que vieram à superfície, ficaram mais claras com a pandemia, raspado o verniz que as cobria”, afirmou Marcelo, recuperando uma ideia-chave do seu discurso de posse para o segundo mandato.

“Temos de converter as fragilidades em possibilidades de futuro”, desafiou o Presidente, que pede passos mais concretos na descentralização.

"Descentralizar não é apenas fazer leis a dizer que se dá mais poderes, é dar mais meios para se exercerem esses poderes. Não é apenas reconhecer o papel das Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia, é permitir que se unam, que ganhem força, que tenham massa crítica para poderem levar mais longe a descentralização", disse, apontando este como um desafio dos próximos anos.

São necessários, afirmou, “mais passos concretos, com mais meios, com mais hipóteses para fazer cultura, para fazer escola, para fazer economia, para fazer realidades sociais, longe dos sitos onde normalmente isso é feito, mas perto dos sítios onde queremos que as pessoas possam continuar a viver, senão as pessoa não continuam a viver nesses sítios. O Presidente receia que uma parte do país fique desertificada, tanto no continente, como “nalguns pontos das regiões autónomas”.

Comentários
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  • Digo Eu
    27 mar, 2021 País 20:13
    O Marcelo está a sair melhor que a encomenda ...
  • Cidadao
    27 mar, 2021 Lisboa 20:11
    Por outras palavras, o Martelo dos abraços concorda com o roubo e se depender dele, com mais conversa fiada, menos conversa fiada, vai assinar como o cavaco fazia, pôr um ar contristado como se se importasse alguma coisa e falar nas consequências para "todos" se um banco mais que falido e que só se mantém porque o nosso dinheiro o sustenta, as consequências se esse banco falido, falisse mesmo. É nesta altura que se sente a falta duma sociedade civil atenta e organizada que mediante uma gigantesca campanha de desobediência civil e recurso maciço a providencias cautelares e ações populares em Tribunal contra o governo, deixasse de pagar impostos e bloqueasse judicialmente este roubo. Infelizmente tudo não vai passar de "desabafos" à mesa do café, ou criticas nas redes sociais. Nas próximas eleições ou ficam em casa ou lá estarão a votar nos do costume como adeptos de bola...

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