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OE 2021. “Irrevogável” voltou, o fim de ciclo, e quem mete a aliança no dedo? Dez momentos que marcaram o debate

27 out, 2020 - 18:04 • João Carlos Malta

O filme do debate parlamentar do Orçamento do Estado de 2021 em dez frases. As acusações, os remoques, e as prioridades. Confira o que cada um disse.

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"Não sei se a decisão do BE neste OE é tão irrevogável como a do CDS abandonar o governo do PSD. Não me verá a ter menos consideração pela autonomia do BE quer vote à esquerda ou se junta à direita."

António Costa, primeiro-ministro

“O Novo Banco pode ainda pedir 980 milhões de euros por perdas. Este Orçamento só tem 407 milhões de euros. Se chegarmos a abril e maio, e as contas fechadas, e se o Novo Banco vier pedir os 900 milhões, o que faz o Governo? Paga? Sem auditoria? Se quiser pagar, como é que o faz, se não tem dinheiro no OE?”

Rui Rio, presidente do PSD

“As transferências para o SNS estagnam: apenas mais 4 milhões de euros face ao executado de 2020. E está abaixo de 144 milhões do Orçamento Suplementar. O investimento tem de ser maior não só por causa da pandemia, mas também por causa dos doentes sem Covid.”

Catarina Martins. secretária-geral do Bloco de Esquerda

“Nós não desistimos da batalha antes de a travar (…) O Governo tem que clarificar se é com o PCP que vai convergir ou se são outros os objetivos e outras as convergências."

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PSD

“Os Verdes nada têm a ver com o circo das birras irrevogáveis e que obrigaram a alterar a lei do Governo para criar o cargo de vice-primeiro-ministro como fez o executivo do PSD/CDS."

José Luis Ferreira, deputado do PEV

"Neste debate haverá seguramente quem queira convencer a todos e ao país que o voto contra o Orçamento de Estado, a este tempo, é perfeitamente justificável."

Inês Corte-Real, deputada do PAN

“Bastará que o PCP dê uma orientação aos Verdes para votar contra que o seu OE fica dependente de uma deputada radical e de uma deputada de cisão do PAN. Aqui chegamos com uma ideia de fim de ciclo.”

Telmo Correia, deputado do CDS

“Não sei qual a fase em que acha que estamos. Não estamos na fase de recuperação.”

João Cotrim de Figueiredo, presidente da Iniciativa Liberal

“[O OE2021 deixa] 2,1 milhões de pensionistas sem atualização das pensões enquanto se cria uma nova prestação social e o RSI continua a pagar tudo e mais alguma coisa por esse país fora (…) Daqui a seis meses o seu Governo não continuará em funções."

André Ventura, presidente do Chega

“[Há uma] aliança sistemática entre o PS e a direita em matéria de leis do trabalho. O que salta à vista neste Orçamento é a determinação de manter os ataques ao trabalho que foram trazidos pela troika.”

José Manuel Pureza, deputado do Bloco de Esquerda.

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