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Rio acusa Governo de falhar preparação do SNS para segunda vaga Covid-19

21 out, 2020 - 20:37 • Paula Caeiro Varela

Mesmo "sem exigir perfeição", Rio diz que era possível ter feito melhor, quer na prevenção da segunda vaga e preparação do SNS, quer no que diz respeito à taxa de mortalidade não relacionada com a Covid-19.

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Rui Rio acusou esta quarta-feira o Governo de de ter falhado na preparação da segunda vaga da pandemia de Covid-19.

Se em março e abril tudo era desculpável ao Governo, que lidava com o desconhecido, agora Rui Rio não está disponível para fechar os olhos às falhas que diz terem sido comeridas na preparação do plano Outono/Inverno para lidar com a pandemia.

Foi um dos maiores aplausos que arrancou aos deputados da sua bancada parlamentar esta quarta-feira, essa crítica ao que o Governo não fez de junho até agora para preparar o Serviço Nacional de Saúde.

Considerando que tem autoridade moral para falar, o líder do PSD assume: "Se em março ou abril estivesse no lugar do primeiro-ministro António Costa, não sei se fazia melhor ou pior porque o conhecimento que todos nós tínhamos para lidar com isso não era nenhum".

Contudo, ressalta o presidente do PSD, em julho já havia conhecimento sobre a possibilidade de uma segunda vaga e, portanto, mesmo "sem exigir perfeição", Rio diz que era possível ter feito melhor, quer na prevenção da segunda vaga, quer no que diz respeito à taxa de mortalidade não relacionada com a Covid-19.

"O SNS está claramente a falhar na resposta à Covid e a todas as outras patologias não Covid, afirmou com os exemplos de"menos consultas, menos cirurgias, um milhão de portugueses sem médico de família e os centros de saúde a falharem na resposta às pessoas".

"É inadmissível que nem sequer atendam o telefone", acrescentou.

Rui Rio alertou ainda para a possibilidade de a economia voltar a parar mesmo sem uma decisão política no sentido de um confinamento, isto se a evolução dos números de novos infetados não abrandar:

"Se de repente houver milhares e milhares de portugueses infetados, mais os milhares e milhares de portugueses que com eles contactaram, temos milhares e milhares que não estão no ativo a trabalhar durante longo tempo; não só não estão a trabalhar como não estão a consumir nos mesmos padrões."

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