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Ar condicionado, fachadas e telhado. Museu Nacional de Arte Antiga inicia obras em julho

13 jun, 2024 - 08:59 • Lusa

Dinheiro vem do PRR.

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O Museu Nacional de Arte Antiga vai iniciar em julho obras no sistema de ar condicionado e, em seguida, nas fachadas e telhado, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), disse a direção à agência Lusa.

Contactado sobre o ponto da situação das intervenções previstas para este museu nacional, em Lisboa, no quadro do PRR, o diretor, Joaquim Caetano, revelou que ao longo de junho decorrerá uma reorganização interna no museu para preparar o início das obras.

“Este mês temos de fazer as deslocações internas de gabinetes para começarem as obras, depois há uma primeira obra a começar já em julho, que diz respeito ao ar condicionado, e, a seguir, o processo mais avançado é o da envolvente externa, de fachadas e telhado”, descreveu o responsável.

De acordo com informação do portal Mais Transparência, no âmbito do PRR foi atribuído um financiamento de 4,97 milhões de euros para intervenções no MNAA, dos quais já foram pagos 1,06 milhões, tendo como data de início 18 de janeiro de 2022 e prazo de conclusão 31 de março de 2026.

As obras inscritas no projeto – indica o mesmo portal – abrangem a conservação/beneficiação da fachada norte, reabilitação/remodelação das coberturas (ala do antigo Palácio Alvor) e a conclusão do restauro da Capela das Albertas.

Joaquim Caetano referiu que os concursos para as obras serão lançados pela Associação de Turismo de Lisboa: “Por isso temos um conhecimento indireto dos processos” previstos para o museu localizado na Rua das Janelas Verdes.

“Estamos à espera que entrem os novos dirigentes para o Património Cultural – Instituto Público e a empresa Museus e Monumentos de Portugal para fazer um ponto da situação”, acrescentou o diretor do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), que acolhe um acervo de mais de 40 mil peças de pintura portuguesa, escultura, artes decorativas e mobiliário dos séculos XII a XIX.

De acordo com o diretor do MNAA, “outro projeto que estava consignado, era o da renovação do piso intermédio, onde estão sobretudo as artes decorativas, mas está um pouco mais demorado porque a orçamentação era bastante superior ao disponível, e trata-se agora de o adequar”.

A direção do museu aguarda atualmente reuniões com a tutela, e depois com os projetistas, para a definição de um calendário, “e só então se poderá saber se o museu fechará na totalidade ou em parte”.

Entre 12 de julho e 29 de setembro, o MNAA irá apresentar, na Sala do Teto Pintado, a exposição "Épico e Trágico - Camões e os Românticos", com os desenhos preparatórios da pintura "A Morte de Camões", de Domingos Sequeira (1768-1837).

A mostra irá evocar o contexto em que o poeta do século XVI foi transformado em figura mítica para o Romantismo português, e realiza-se no quadro das comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões (1524-1580), autor d'"Os Lusíadas".

Em janeiro deste ano, João Carlos Santos, presidente do instituto Património Cultural, e antigo diretor-geral do Património Cultural, anunciou os valores de verbas destinadas a alguns monumentos, no âmbito do aumento do orçamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para o Património Cultural, de 150 milhões de euros, para 216,2 milhões de euros.

De acordo com o então responsável pelo património cultural, 165,8 milhões seriam destinados à requalificação de museus, monumentos e castelos, e 48,4 milhões para a requalificação dos teatros nacionais.

O PRR é um programa europeu de aplicação nacional, com um período de execução até 2026, que visa implementar um conjunto de reformas e investimentos destinados a repor o crescimento económico sustentado, após a pandemia.

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