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Marcelo avisa que “quando o poder entra em descolagem com o povo é mais fácil mudar o poder"

26 mai, 2023 - 18:50 • Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa enalteceu o “papel decisivo" dos empresários, das empresas e dos trabalhadores nas mudanças que o país viveu.

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa alertou hoje, em Viana do Castelo, que “quando o poder entra em descolagem em relação ao povo, não é o povo que muda, é o poder que muda”.

“É muito simples. É mais fácil mudar de instituições do que as instituições mudarem de povo. É tão simples como isso”, avisou o chefe de Estado, em Viana do Castelo, num momento marcado por sucessivas polémicas no Governo e com o cenário de dissolução da Assembleia da República no discurso da oposição e do próprio Presidente.

Marcelo Rebelo de Sousa, que discursava, em Viana do Castelo, durante as comemorações do segundo aniversário do Associação Empresarial do Minho (AEMinho), acrescentou que “ou as instituições percebem que tem de mudar ou a realidade muda, independentemente daquilo que as instituições acham que deve mudar”.

“Esse é o problema”, frisou.

“O mundo mudou e ou as instituições percebem que têm de mudar e se adaptam à realidade, recolam à realidade, ou a realidade continua e as instituições passam”, insistiu.

O Presidente da República reagia aos apelos lançados pelos presidentes da Associação Empresarial do Minho (AEMinho), Ricardo Costa, e da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, relacionados com “a falta de credibilidade política e da quebra de confiança nas instituições democráticas” que está a afetar quem quer investir no país.

Marcelo Rebelo de Sousa enalteceu o “papel decisivo" dos empresários, das empresas e dos trabalhadores nas mudanças que o país viveu em quase 900 anos de história e pediu aos empresários que enchiam o Forte Santiago da Barra, em Viana do Castelo um esforço para que se avance, neste período, "o máximo que for possível”.

“Que as instituições que têm de mudar percebam que têm de mudar. Também não adianta muito fazermos um grande esforço e as instituições continuarem a resistir Têm de mudar. Não mudam a bem, mudam a mal. Mas era preferível que mudassem a bem”, referiu.

O Presidente da República disse que o “povo português é excecional” e que “vai sempre ganhar nas apostas do futuro”.

“Sempre. Conviria que a vitória fosse mais cedo do que mais tarde. Está nas vossas mãos, nas mãos daqueles podem ter dinamismo e um papel fundamental para obrigar tanta instituição a mudar. Está nas vossas mãos mudar o próprio Estado, os próprios poderes públicos, poderes regionais e poderes locais com a vossa força para ser um país melhor”, acrescentou.

“Os portugueses merecem um país melhor. Chegarmos aos 900 anos com um país muito melhor do que aquele que temos agora na década de 20. Não sei se estou cá para ver, mas se não estiver imagino a alegria dos jovens(…) Quer dizer que terá valido a pena o esforço que estamos a fazer neste momento”, reforçou.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ser “otimista e realista” e considerou não haver razão para ser "profetas da desgraça", em relação ao destino de Portugal.

“É bom que sejamos contestatários sobre aquilo que não está bem. É bom espicaçar o que deve ser espicaçado, mas com o pensamento determinado e seguro de que vamos vencer. Era preferível que não fosse no último segundo, nos descontos, com muito improviso à mistura, mas mais bem preparado e organizado. Mas vamos vencer”, disse durante um discurso de quase 378 minutos.

Antes da sessão comemorativa do segundo aniversário AEMinho, Marcelo Rebelo de Sousa marcou presença na inauguração de uma escultura na Alameda João Alves Cerqueira, em Viana do Castelo, igual a que também foi hoje inaugurada em Braga, que simboliza a ligação entre os dois distritos e os 24 concelhos que os compõem.

Após a cerimónia o Presidente da República deslocou-se a pé até ao Forte Santiago da Barra onde tinha à sua espera cerca de uma dezena de professores que lhe pediram “estabilidade” e que “resolva os problemas de fundo da carreira”.

Na resposta, Marcelo Rebelo de Sousa disse que ainda não recebeu o diploma relativo à contagem do tempo de serviço.

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