Siga-nos no Whatsapp
A+ / A-

"Acordozinho?" Ministério espera entendimento com professores sobre concursos

02 fev, 2023 - 18:27 • Lusa

Greves mantêm-se após nova ronda negocial no Ministério da Educação com os sindicatos de professores.

A+ / A-

O secretário de Estado da Educação considera que houve avanços na reunião com os sindicatos de professores, que se realizou esta quinta-feira, sobre o regime de recrutamento e mobilidade e disse esperar um acordo, pelo menos, em algumas das propostas.

"A nossa esperança é que consigamos chegar a um acordo específico sobre este assunto", disse António Leite, em declarações aos jornalistas, no final de mais de seis horas de reunião com todos os sindicatos, na quarta ronda negocial sobre o regime de recrutamento e mobilidade.

Momentos antes, à saída da reunião, as organizações tinham feito um balanço negativo, afirmando que o Ministério da Educação continua a não apresentar propostas concretas que respondam às principais reivindicações dos docentes, sobretudo quanto à recuperação do tempo de serviço.


Da parte da tutela, o secretário de Estado sublinhou que o tema não constava da ordem de trabalhos e que, quanto às matérias em discussão, os representantes dos docentes reconheceram que algumas das alterações hoje propostas eram melhores face às reuniões anteriores, de há duas semanas.

Por isso, António Leite espera que as negociações possam vir a resultar num acordo global.

"É para isso que estamos a trabalhar", afirmou, acrescentando que, no caso de não ser possível, "pelo menos, [se chegue a] acordos que possam permitir um ganho" para os professores.

Sobre essa possibilidade, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) tinha dito que as organizações sindicais não se iriam contentar "com acordozinhos", exigindo um acordo global.

"Não sei se haverá muitos sindicatos que considerem que concretizar a vinculação de mais de 10 mil pessoas num único ano, a vinculação dinâmica, não merece um acordozinho. Isso ficará com a avaliação de quem o fizer, da nossa parte vale mesmo um acordo", disse o secretário de Estado, quando questionado sobre a reação de Mário Nogueira.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Ex-professor
    03 fev, 2023 Felizmente 11:37
    Os 11000 professores que o governo apresenta como uma "cedência negocial" são na realidade uma imposição da UE, que em Novembro do ano passado impôs o cumprimento da Lei europeia - apesar de o governo logo ter formado uma equipa de juristas a ver se encontrava uma falha e se escapava a vincular, o que não conseguiu - ou o País seria sancionado. Não há "cedência" nenhuma: vão ser vinculados no quadro de condições e salários miseráveis que existe, apenas e só porque Bruxelas assim o exigiu. E como esta, muitas mais manipulações e inverdades têm passado para a Opinião Pública.
  • Não vale
    02 fev, 2023 Casbah 22:05
    As "propostas" do governo, ou são o que já existia, embrulhadinho em papel de fantasia para não se notar que é o mesmo ou quase, ou imposições de Bruxelas, que o governo não tinha outro remédio senão implementar ou seria sancionado pela UE. Esse vinculo recordista faz-se porque Bruxelas manda, e o governo só fala nisso e não nas outras reivindicações porque lhe convém incorporar 10500 professores, em carreiras bloqueadas, a ganhar uma miséria e sujeitos às condições degradantes que existem. Para o professor comum, não vale um "acordozito".
  • On Fire
    02 fev, 2023 Mundo sindical 19:22
    Sabe? Nós até percebemos o desnorte que deve ir aí no Ministério. ainda não há muito tempo atrás, estas migalhinhas humilhantes que propõe eram suficientes para a Fenprof e a FNE, correrem a assinar um acordo ruinoso mesmo contra a vontade da classe docente, e ainda terem o desplante de se vangloriarem pelo "muito que foi alcançado". Os professores podiam convocar manifestações sem os sindicatos, mas não podiam declarar a greve e assim os "amigos" estavam na maior. O vosso problema, do ME e dos sindicatos do sistema é que todos sabem que agora há sindicatos não alinhados que não assinarão acordos destes e não têm problemas em continuar eles próprios a luta, mediante um surto grevista igual ou maior que este. E com ampla adesão da classe docente. é isso que vos está a por em brasa. Nós professores, sabemos o que queremos. e os traidores que assinam acordos nas nossas costas, lidaremos com eles na devida altura.
  • Jose
    02 fev, 2023 Lisboa 19:07
    Sou contra o que existe, sou contra a mudança, o que eu quero é encher a pança.
  • Outro tangas
    02 fev, 2023 Cá 18:53
    Da parte dos professores, não vale um acordo pois isso é meter 10000 professores amarrados a salários miseráveis e condições de trabalho rascas, com as possibilidades de subida na carreira praticamente bloqueadas. Não pense que nos dá a volta com essas tangas, e muito menos que se conseguir um acordo com os traidores do costume, está a lançar bases para substituir o "chefe". As reivindicações são conhecidas e não é por fugir delas como o Diabo foge da Cruz e gastar o latim sobre coisas que já existiam, ou sobre obrigações de Bruxelas, que consegue esse tal "acordo" cada vez mais distante, ao contrário do que diz. Hoje, há sindicatos não alinhados, e os traidores até podem assinar os acordos ruinosos que quiserem que os sindicatos não alinhados mantêm-se na luta e adesão não vai faltar.

Destaques V+