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STOP recusa serviços mínimos nas escolas

20 jan, 2023 - 17:50 • Lusa

Decisão será agora tomada pelo tribunal arbitral.

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O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) recusou hoje a proposta do Ministério da Educação de serviços mínimos que permitam ter as escolas abertas, dar refeições e acolher alunos com necessidades educativas especiais, revelou fonte sindical.

Depois de duas horas e meia numa reunião pedida pelo Ministério da Educação para a definição de serviços mínimos nas escolas enquanto decorrem as greves, Ana Baú revelou aos jornalistas que o sindicato recusou a proposta da tutela e que o assunto seguirá agora para um colégio arbitral.

"Não aceitámos. Não há acordo", disse Ana Baú, acrescentando que agora será "criado um conjunto de juízes para fazer um colégio arbitral".

A convocatória do ministério surge na sequência da apresentação de mais um pré-aviso de greve para a primeira semana de fevereiro pelo STOP, que iniciou as greves nas escolas no início de dezembro do ano passado.

Segundo Ana Baú, o ministério defendia serviços mínimos para "assegurar a abertura das escolas assim como a segurança dos alunos, as refeições e assegurar também a situação dos alunos com necessidades educativas especiais".

O STOP é contra a definição de serviços mínimos nas escolas e defende que a situação se resolverá quando houver cedência por parte do ministério às reivindicações dos professores.

Entre as exigências do STOP está a recuperação integral do tempo de serviço congelado, o fim do acesso aos 5.º e 7.º escalões, o fim da precariedade e um aumento salarial mínimo de 120 euros.

Os professores iniciaram no final de dezembro um conjunto de greves, que se mantêm com data indeterminada, tendo decorrido esta semana a terceira ronda negocial no ministério da Educação para debater um novo modelo de contratação e colocação dos professores.

Os sindicatos presentes nas reuniões foram unânimes a recusar as novas propostas da tutela e reafirmaram que irão continuar em luta.

Além a greve do STOP está também a decorrer uma greve convocada pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) e outra por distritos que foi organizada por uma plataforma de sindicatos, da qual faz parte a Federação Nacional de Professores (Fenprof).

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  • Helena Tomé
    21 jan, 2023 Vila Praia de Âncora 19:34
    As quotas de acesso ao 5° e ao 7° escalões da Carreira Docente não são aceitáveis porque não seguem critérios de avaliação objetivos, não sendo claro que quem acede a esses escalões seja melhor professor do que quem fica retido por falta de vaga. Tornar o processo justo é praticamente impossível, pelo que se torna imperativo acabar com esse travão à progressão de todos os professores. Mantê-lo gera um grande mal estar geral, desgastante e prejudicial para o bom funcionamento das aulas. A não consideração dos 6 anos, 6 meses e alguns dias de serviço docente nunca foi aceitável nem aceite. Sempre que um professor pondera a sua carreira, é os professores que vão à concurso fazem-no anualmente, a revolta pelo roubo causa grande revolta - pessoas vítimas não podem exercer a sua atividade com clareza de espírito. Ser colocado muito longe da residência é um problema sem solução. É evidente que, mesmo com QZP mais pequenos, os professores terão de continuar a concorrer para longe para terem colocação. Claro que se não houvesse os dois primeiros problemas, o professor poderia reagir melhor a colocações longe de casa. É este é o único problema que o ministério da educação não pode resolver. Assim, começar negociações a oferecer 6 vezes mais QZP é uma forma de dizer que vai ficar tudo na mesma, ou pior ao I troduzir os concelhos locais de diretores. Os diretores não defendem os interesses dos professores, a sua função é fazer cumprir as decisões do governo. As greves devem continuar!
  • STOP ao ministro
    21 jan, 2023 País 10:54
    Ao chamar só o STOP, vê-se logo qual é o Sindicato a abater, para o governo. O incómodo, não-alinhado, incontrolável e combativo Sindicato STOP. Os outros acabam sempre por deixar as coisas a meio e assinar, mesmo não sendo essa a vontade dos respetivos associados. E depois disfarçam com paleio. O STOP luta sempre e são os associados mediante questionário, que decidem se é de lançar ou parar uma greve. Para o governo, o STOP tem de ser destruído o quanto antes: Graças, pela existência do STOP, se ele não existisse, haveria no máximo uma "simpática" greve de 1 dia, e mais umas passeatas ao fim-de-semana e uns cordões humanos com abaixo assinados que ninguém liga, aquele tipo de "luta" que faz com que os professores estejam a perder há mais de 15 anos...
  • Não é mínimo
    20 jan, 2023 É máximo 18:44
    O ministério defende serviços mínimos para "assegurar a abertura das escolas assim como a segurança dos alunos, as refeições e assegurar também a situação dos alunos com necessidades educativas especiais. Ou seja, para o bolo estar completo, só faltam as aulas normais, pelo que os serviços "mínimos" são é serviços "Máximos". Venha o colégio arbitral e as inevitáveis Providências Cautelares. Está na altura de ver o Garcia Pereira e o departamento jurídico do STOP, em ação. Até porque o Tribunal da Relação diz que "não há serviços mínimos em Educação".

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