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Chuva, vento e agitação marítima nos próximos dias. Há aviso da Proteção Civil

14 nov, 2022 - 14:23 • Rosário Silva

Norte e Centro devem ser as regiões mais afetadas, de acordo com as previsões do Instituto do Mar e da Atmosfera. Há risco de inundações.

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Os próximos dias vão ser de instabilidade meteorológica. É pelo menos o que indica o aviso à população por parte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Quem está nas regiões do Norte e Centro, pode contar nos próximos dias com chuva persistente, por vezes forte, com o vento a soprar mais intenso no litoral, a norte do Cabo Raso e nas terras altas, esperando-se rajadas que podem atingir os 70 a 80 quilómetros/hora.

O aviso da ANEPC, que está fundamentado nas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), aponta ainda para agitação marítima, já a partir da próxima madrugada, no litoral Norte e Centro e a partir da tarde desta terça-feira, dia 15 de novembro, também na faixa costeira ocidental da região Sul.

De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA, à Renascença, “os acumulados nas próximas 72 horas são mais expressivos nas bacias do Minho, Lima, Cávado e Ave (até 150 mm), Tâmega, Paiva e Vouga (acumulados até 100 mm), Mondego e Douro (acumulados até 75 mm), podendo ocorrer variações significativas dos níveis hidrométricos nas zonas historicamente mais vulneráveis”.

Face às previsões, os efeitos que se podem esperar apontam para a “ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento, ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras; possíveis deslizamentos e derrocadas, arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte”.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil volta a recordar que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo “através da adoção de comportamentos adequados”, pelo que, e em particular nas “zonas historicamente mais vulneráveis”, recomenda a observação de medidas de autoproteção.

Entre elas, a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais, a fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas, ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, muito cuidado também na circulação junto a zonas ribeirinhas, além da adoção de uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias.

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