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Professores levam luta aos Paços do Concelho e reclamam justiça

05 out, 2022 - 14:20 • Lusa

Os manifestantes aguardaram em silêncio as intervenções do presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do Presidente da República para, no final da cerimónia, iniciarem o protesto.

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Foto: Antonio Pedro Santos/Lusa
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Foto: Antonio Pedro Santos/Lusa
Foto: Antonio Pedro Santos/Lusa

Uma centena de professores do pré-escolar e primeiro ciclo manifestou-se esta quarta-feira nos Paços do Concelho de Lisboa, no final das cerimónias oficiais do 5 de Outubro, convidando os governantes presentes a olharem para estes profissionais como "pessoas de valor".

Munidos com cartas para entregar a quem os quisesse receber, nomeadamente o Presidente da República, o ministro da Educação ou os deputados, no sentido destes pedirem a fiscalização do Estatuto da Carreira Docente, os manifestantes aguardaram em silêncio as intervenções do presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do Presidente da República para, no final da cerimónia, iniciarem o protesto.

Terminada a cerimónia, a voz desta centena de professores que, segundo o Movimento dos Professores Monodocentes (MPM), veio de todo o país, apelou por "justiça".

"Senhor Presidente, venha falar connosco" e "Senhor ministro, temos uma carta para si" foram algumas das frases que os manifestantes entoaram neste Dia Mundial do Professor.

No seu discurso durante a sessão solene do 5 de Outubro, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, docente de profissão, enalteceu estes profissionais. Já antes o tinha feito numa mensagem no "site" oficial da Presidência.

À Lusa, Paula Costa Gomes, do MPM, disse que é o desejo de justiça que move estes professores que, alegam, são discriminados.

"Viemos para nos fazermos ouvir e pedir a fiscalização abstrata da constitucionalidade do Estatuto da Carreira Docente", disse.

Este estatuto, na visão do MPM, "não respeita a Constituição", contemplando discriminações ao nível das cargas letivas e alguns direitos, como as horas para a amamentação, em relação aos outros ciclos.

Sobre o facto de o Presidente da República não ter ido ao encontro destes manifestantes no final da cerimónia, conforme pretendiam os professores, Teresa Evangelista Serrão, que também participou no protesto, disse que "teria sido justo" e que seria uma forma de demonstrar que efetivamente valoriza os professores, tal como escreveu hoje na mensagem alusiva ao Dia Mundial do Professor.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, dirigiu-se aos manifestantes para agradecer a sua presença, depois de deputados do PSD e CDS terem recebido as cartas e prometido avaliar a situação junto dos partidos e grupos parlamentares.

Os professores desmobilizaram por volta das 13:30, a prometer mais luta.

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  • Ex-professor
    06 out, 2022 5 de Out 13:23
    A melhor luta que os professores podem dar, não é com manifs, abaixo-assinados, petições que os partidos conluiados destroem, nem tão pouco com greves de 1 dia que só significam contribuir para o Orçamento do Costa, com 1 dia de salário. Declarem e FAÇAM greve geral por tempo indeterminado às atividades não-letivas; declarem e FAÇAM greve-geral por tempo indeterminado a horas extraordinárias - só com estas duas medidas se efetivamente implementadas já deixam as Escolas em completa confusão e o Ministério em brasa. Acrescentem greve às avaliações e correção de exames que tudo isso junto, se efetivamente feito, faz muito mais mossa, que "uns tipos com megafones" à porta do Costa e da AR ...

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