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Poder político tem de dar "condições à altura" do que pede às Forças Armadas, diz Marcelo

04 out, 2022 - 12:50 • Lusa

Presidente da República defendeu que os militares são insubstituíveis para construir a paz, negando que estas sejam um "pergaminho do passado" ou um "luxo do presente".

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O Presidente da República defendeu esta terça-feira que o poder político tem que dar às Forças Armadas "estatuto e condições à altura" do que pede aos militares, salientando que algumas promessas ou expectativas têm demorado a concretizar-se.

Marcelo Rebelo de Sousa discursava na cerimónia de entrega das espadas aos 39 novos oficiais do Exército, na Academia Militar, destacamento da Amadora, em Lisboa, altura em que saudou o Exército e apelou aos cidadãos para conheçam melhor "o papel único" das Forças Armadas.

Dirigindo-se aos novos oficiais, o Chefe Supremo das Forças Armadas salientou que o objetivo de serem melhores pessoas, cidadãos, militares ou líderes, dependerá também "da pátria e dos seus responsáveis".

"A pátria, representada pelo poder político do Estado que tanto, e muito justamente, se orgulha de vós e dos vossos feitos, cá dentro e lá fora, tem que vos proporcionar estatuto e condições à altura do que vos pede e do que de vós vai receber", defendeu o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que "o reconhecimento, a admiração, o louvor por palavras são importantes, mas não o são menos o reconhecimento, a admiração e o louvor pelos factos".

"E eles, às vezes, têm demorado demais a passar de promessas ou expectativas, a realidade", acrescentou.

Sem se referir diretamente ao caso recente do 138.º Curso de Comandos do Exército, que levou a que um militar necessitasse de um transplante de fígado, Marcelo Rebelo de Sousa deixou um aviso aos novos oficiais.

"Agora começa a caminhada ao serviço de Portugal com atenção à vossa saúde, para que excessos não controlados, vossos ou alheios, não tolham os vossos avanços", disse.

Forças Armadas são insubstituíveis e não um "luxo do presente"

O Presidente da República defendeu que as Forças Armadas são insubstituíveis para construir a paz, papel que todos deveriam compreender, negando que estas sejam um "pergaminho do passado" ou um "luxo do presente".

Falando para os 39 novos oficiais do Exército, Marcelo salientou que a caminhada destes militares é iniciada "em tempo de guerra", que "não é apenas europeia mas é uma verdadeira guerra global".

"Tempo em que todos entendem, ou deviam entender como nunca, porque é que tão insubstituíveis são as Forças Armadas. Para fazerem a paz, para evitarem a guerra", defendeu.

O Comandante Supremo das Forças Armadas sublinhou que "de cada vez que cada mulher ou homem, por esse mundo fora, sente na sua pele a subida dos preços, o custo da energia, a situação dos bens alimentares, é impossível não entender que além de tudo o resto é a guerra que agrava as suas condições de vida".

"A urgência de construir a paz torna cada vez mais evidente o papel único das Forças Armadas. Elas não são um pergaminho do passado, elas não são um resquício da tradição, elas não são um luxo do presente. Elas não são um encargo dispensável do futuro", salientou.

O chefe de Estado destacou a importância das Forças Armadas para a construção da paz.

"Para evitarem as guerras, todas elas, e em particular as mais chocantes na violação dos princípios do Direito entre as nações. Para as travarem depois de desencadeadas, para construírem a paz, e ao mesmo tempo, para proporcionarem a sua experiência no contacto com o povo no território nacional, em especial em momentos de maiores provações, para tudo isso as Forças Armadas são insubstituíveis", vincou.

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  • Espere, sentado
    04 out, 2022 Real 14:23
    O "Poder Político" está ocupado nas suas tiradas de retórica circular que não levam a lado nenhum, e de muitas promessas repetidas e nunca cumpridas, requentadas, que saem da gaveta de tempos a tempos quando convém. E a ministra da Defesa, além de deixar a CiberGuerra da Rússia fazer de nós gato-sapato e levar os segredos que a NATO nos confiou, anda preocupada é com a "ideologia de género" e o número de mulheres nas Forças (Des)Armadas.

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