Tempo
|
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
A+ / A-

Ministério da Educação lamenta "profundamente" morte de professora com cancro colocada longe de casa

30 set, 2022 - 21:30 • André Rodrigues

Josefa Marques tinha 51 anos, ficou colocada a mais de 200 quilómetros da área de residência. Ministério esclarece que o regime de Mobilidade por Doença "permitia que a requerente apresentasse 11 escolas de proximidade para onde pretendia a deslocação tendo a docente indicado 3 opções”.

A+ / A-

O ministério da Educação lamenta “profundamente” a morte da professora que sofria de cancro e viu recusada a colocação perto de casa.

Josefa Marques era docente do 1º Ciclo e vivia em Almeida, no distrito da Guarda.

Nos últimos anos esteve colocada perto de casa, ao abrigo da Mobilidade por Doença, mas a mudança das regras neste ano letivo, levou a que esta professora de 51 anos fosse colocada a mais de 200 quilómetros de casa.

Numa nota enviada à Renascença, o ministério da Educação reconhece que o estado de saúde da docente já “não permitia que desenvolvesse atividade, independentemente da escola em que se encontrava colocada” e lembra, que “esta situação concreta é independente do regime de Mobilidade por Doença, dado que a docente estava já em baixa médica desde o início do ano letivo 2021/22”.

Neste caso concreto, prossegue o comunicado, “o regime de Mobilidade por Doença permitia que a requerente apresentasse 11 escolas de proximidade para onde pretendia a deslocação tendo a docente indicado 3 opções”.

Sindicato denuncia sofrimento “lamentável e vergonhoso”

Na reação a este caso, o Sindicato dos Professores da Região Centro denuncia a situação vivida por esta professora, considerando "lamentável e vergonhoso o sofrimento a que muitos professores estão a ser submetidos no nosso país, ainda por cima implicitamente responsabilizados por, ao terem de recorrer a baixa médica, serem a causa da falta de professores".

A estrutura sindical defende, também, que "os responsáveis do Ministério da Educação não estão isentos de responsabilidade moral por esta e outras situações que venham a ocorrer".

Na resposta, o gabinete do ministro João Costa repudia o que classificou como um “aproveitamento de uma situação dramática pelo Sindicato do Professores da Região Centro”.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Maria
    02 out, 2022 Funchal 11:24
    É por esta e por outras, que não ha jovens a pretenderem ser professores. Aliás, quando lhes é feita a pergunta se querem ser professores, eles respondem que não e acrescentam que não querem passar nem aturar o que os professores sofrem. É um trabalho muito desgastante, com niveis de burnout constantes, factor desencadeador de doenças. Enfim, é a vida...
  • Lágrima de crocodilo
    01 out, 2022 5 de out 11:24
    Mataram a professora e agora dizem que "lamentam profundamente"... O Ministério que meta o "lamento" sabe onde ... Aqueles que (ainda) pensam em vir a ser professores, que ponham os olhos nisto e pensem bem no futuro, porque além de ordenado de miséria, casa às costas 20 anos, carreira estagnada, reconhecimento social nulo, é isto que vos espera.
  • Ivo Pestana
    01 out, 2022 Funchal 10:54
    Hipocrisia.

Destaques V+